Manila, 4 nov (EFE).- As autoridades filipinas elevaram hoje para 27 o número de mortos após a passagem durante o final de semana do tufão "Mirinae" pelo norte do arquipélago, informou o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres.
Segundo as autoridades, 18 pessoas continuam desaparecidas e mais de 316 mil perderam suas famílias.
Após abandonar as Filipinas no sábado à tarde, "Mirinae" perdeu força e chegou ao Vietnã na terça-feira, transformado em tempestade tropical, embora tenha causado 60 mortes e outras duas no Camboja.
Entre o final de setembro e o início de outubro, o norte do arquipélago sofreu com a passagem dos tufões "Ketsana" e "Parma", quase consecutivos que provocaram mil mortos e mais de 200 casos de leptospirose, episódio que motivou a caça aos ratos em Manila.
"Ketsana" deixou de baixo d'água 80% da capital nas piores chuvas em quatro décadas.
Os prejuízos econômicos de infraestrutura, como danos às moradias e às plantações, superam os 38 bilhões de pesos (US$ 800 milhões).
Um terceiro ciclone, "Lupit", também deveria ter chegado há duas semanas à ilha de Luzon, mas acabou desviando-se ao Taiwan.
Especialistas apontam à favelização e o desmatamento descontrolado como as principais causas das catástrofes naturais no país.
O episódio também deixou em evidência o péssimo estado de infraestrutura, assim como a ineficiência das autoridades para responder às emergências.
Entre 15 e 20 tufões e diversos temporais e sistemas de baixa pressão costumam atingir o arquipélago durante a estação chuvosa, de junho a dezembro.