Argel, 4 nov (EFE).- Soldados do Exército argelino mataram na província de Béjaia, na região da Cabília, Ghazi Toufik, chefe de segurança do líder da organização terrorista Al Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), Abdelmalek Droukdel, informaram hoje fontes de segurança.
Segundo as mesmas fontes, há dois dias, os militares receberam informações sobre a presença de um grupo islamita armado nas florestas da cidade de R'mila, que foi cercada pelas tropas depois disso.
Após um violento confronto entre os soldados e o grupo armado, os militares identificaram um cadáver e comprovaram que se tratava de Ghazi.
O terrorista morto dirigia a brigada denominada "Tareq Ibn Ziad", que além de garantir a segurança de Droukdel, era encarregada de planejar atentados suicidas e organizar sequestros de comerciantes e homens de negócios.
Ghazi é o quarto dirigente importante da organização terrorista morto em pouco mais de um mês.
O primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia, destacou na semana passada que o terrorismo na Argélia foi "fortemente esmagado" pela luta das forças de segurança e pela política de reconciliação nacional, mas reconheceu que a erradicação do problema parece "complicada".
"O terrorismo não tomou o poder e não desestabilizou o país. Nós continuamos com nossa batalha. Não nos faltam coragem nem determinação; por isso, é uma batalha vencida pela Argélia", explicou Ouyahia.
No entanto, o primeiro-ministro convocou a população a manter a vigilância, já que esta "é a primeira arma contra o terrorismo, que não acaba com um passe de mágica".
Além disso, Ouyahia assegurou que o número de novos recrutamentos feitos por grupos armados nos três últimos anos não passa de dez, mas alertou que, quanto mais diminui o número de terroristas armados, "mais se complica a batalha para erradicá-los".