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04/11/2009 - 11h22

Premiê e ministro confundem turcos sobre importância de vacina contra a gripe

Ancara, 4 nov (EFE).- A necessidade de a população se vacinar contra a gripe A está gerando polêmica na Turquia, dada a diferença de postura entre o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e seu ministro da Saúde, Recep Akdag.

Enquanto Akdag se vacinou em frente às câmeras de TV para convencer a população a se imunizar contra a doença, Erdogan, também na televisão, disse que não vai tomar a dose da vacina.

O comportamento destoante dos dois ganhou a capa de vários jornais, que perguntam o que o cidadão comum deve fazer e se o premiê e seu ministro são capazes de chegar a um acordo sobre a questão.

Até o momento, a gripe A matou 11 pessoas na Turquia, onde já foram registrados cerca de 1.500 casos da doença.

Para evitar o alastramento do vírus AH1N1, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação destinada aos profissionais da área de saúde e também aos fiéis que nesta época do ano viajam a Meca.

Akdag também tinha pedida que "os políticos que apertam mãos 1.000 vezes ao dia sejam cuidadosos com o contágio do vírus", motivo pelo qual recomendou o premiê e o presidente turcos se vacinarem.

Ontem, durante um discurso aos parlamentares do seu partido, Erdogan contradisse o ministro de forma taxativa.

"Não compartilho da opinião do meu ministro a respeito da vacinação. Eu não penso em me vacinar. Ele disse que o presidente e eu vamos nos vacinar (...). Corrija isto imediatamente", disse Erdogan, dirigindo-se a Akdag.

As diferenças entre os dois membros do Governo deixaram os turcos desconcertados, e os partidos da oposição criticaram o premiê.

"Se a vacina é perigosa, o primeiro-ministro tem que dizer isso à população. Se ele não vai se vacinar, por que o Governo manda o povo se vacinar?", questionou Deniz Baykal, líder da oposição.

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