Atenas, 5 nov (EFE).- O subsecretário de Direitos Humanos mexicano, Juan Manuel Gómez Robledo, declarou hoje em Atenas que o desafio do México para o próximo Fórum Mundial sobre Migrações e Desenvolvimento (GFMD, na sigla em inglês) é colocar em prática as conclusões da reunião.
"Os analistas que vêm (ao fórum) saem muito contentes e enriquecidos e entendem melhor as problemáticas em seus países, mas sentimos falta de ferramentas que inspirem as políticas públicas", disse à Agência Efe o responsável mexicano.
Robledo fez as declarações em paralelo às sessões do GFMD, que termina hoje em Atenas e no qual participaram mais de 500 delegados de 130 países.
O subsecretário explicou à Efe os planos do México para acolher a edição de 2010 do fórum organizado pelas Nações Unidas.
"Queremos ir para frente na discussão da emigração circular, do circulo virtuoso", disse o responsável mexicano sobre os fluxos de emigrantes que retornam a seu país após passarem períodos no exterior.
Nesse sentido, Robledo lamentou a falta "de um consenso em nível mundial sobre os desafios da emigração e do desenvolvimento".
Disse ainda que "isto fica maior na presença de uma crise financeira que afeta tanto os países de destino e de origem em momentos em que o crime organizado (tráfico de pessoas) demonstrou ter um poder terrível".
Robledo elogiou as conquistas alcançadas desde a criação do GFMD, em 2006, e sua primeira edição em Bruxelas em 2007, além de sua continuidade em Manila no ano seguinte.
"Se algo evoluiu desde Bruxelas até hoje é uma cada vez maior incorporação da perspectiva dos direitos humanos e uma maior participação da sociedade civil nas deliberações do fórum", declarou.
"Ainda está distante do que queremos: chegar ao ponto ideal em que a sociedade civil e o Governo estejamos sentados ao redor da mesma mesa", explicou o especialista.
"México é da ideia de que um processo desta índole deve ter algum tipo de vínculo com o organismo universal por excelência, que é a ONU, porque tem que gozar de um grau de legitimidade", disse.