UOL Notícias Notícias
 

05/11/2009 - 11h07

Porta-voz de estudantes que atacaram embaixada dos EUA no Irã defende ação

Teerã, 5 nov (EFE).- O porta-voz dos estudantes islamitas que atacaram a embaixada americana em Teerã em 1979, Mohsen Mirdamani, defendeu hoje a ação, da penitenciária de Evin, onde está preso acusado de conspiração.

Mirdamani, secretário-geral do partido pró-reformista Fronte Islâmica de Participação, respondeu assim às declarações do aiatolá Hossein Montazeri, que na quarta-feira qualificou "de erro" a operação que mudou a história do Oriente Médio.

"O 13 de aban (4 de novembro de 1979) é uma das pedras angulares da história política do Irã. Já o falecido Imame (Khomeini, fundador da República Islâmica) a qualificou de segunda revolução", disse Mirdamadi, em mensagem enviada da prisão de Evin, em Teerã.

O ex-líder estudantil foi detido junto a dezenas de ativistas políticos pró-reformistas durante os protestos que tiveram início em junho, após a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição.

As autoridades iranianas acusam os detidos de ter instigado e participado de uma conspiração incitada do exterior para derrubar o regime.

Mirdamani ressaltou que as lições que podem ser tiradas deste ato histórico "podem servir para superar as complicações políticas atuais".

"Foi a resposta às ameaças estrangeiras contra a Revolução Islâmica e suas conquistas. Uma reação contra a política desse país (Estados Unidos) para o Irã", justificou.

Compartilhe:

    Trânsito

    Cotações

    Hospedagem: UOL Host