Bangcoc, 5 nov (EFE).- Os Estados Unidos intensificarão o diálogo com Mianmar (antiga Birmânia), mas manterão as sanções contra o regime militar que governa o país asiático até que se produzam "avanços" democráticos, disse hoje o vice-secretário de Estado americano, Scott Marciel, em Bangcoc.
Marciel e o secretário de Estado adjunto americano para a Ásia Oriental e Pacífico, Scott Campbell, concluíram na quarta-feira uma visita oficial de dois dias a Mianmar, a de mais alto categoria em 14 anos.
"Estamos nos primeiros dias após a primeira reunião, passará algum tempo antes que vejamos como respondem", afirmou Marciel, em uma conferência realizada na capital tailandesa.
Campbell e Marciel se reuniram durante a visita de dois dias com o primeiro-ministro birmanês, o general Thein Sein, e a líder opositora e ganhadora do Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, entre outros.
O encontro com Sein foi o de maior nível entre os dois países desde o protagonizado em 1995 por Madeleine Albright, então embaixadora americana nas Nações Unidas, depois que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciou a abertura do diálogo direto para promover a democracia em Mianmar.
Se a nova política prosperar, Washington afirma que poderia suavizar ou inclusive levantar no futuro as sanções em vigor desde 1997 e prorrogadas pelo presidente Barack Obama.
"Não estamos dizendo 'se você fizer isso faremos aquilo', mas 'se houver progressos, há áreas nas quais podemos avançar'", disse Marciel.
O principal objetivo dos EUA é convencer os militares a promoverem em 2010 eleições livres e justas, apesar de o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe, tenha reiterado que o pleito será realizado sem ceder às exigências da oposição e da comunidade internacional.