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06/11/2009 - 13h44

Ministro alemão apoia polêmico ataque no Afeganistão

Berlim, 6 nov (EFE).- O novo ministro da Defesa da Alemanha, Karl-Theodor zu Guttenberg, tentou hoje eximir o comando militar de seu país de culpa ao qualificar de "militarmente conveniente" o polêmico bombardeio sobre Kunduz (Afeganistão), em setembro passado, e falou da "importância de não esconder" informação.

O ataque aéreo da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), lançado em 4 de setembro a pedido do então comandante do contingente alemão em Kunduz, Georg Klein, matou vários civis.

O caso ocupou várias comissões de especialistas, que analisaram se o ataque teria sido realmente justificado como alegaram os militares alemães.

Guttenberg apresentou hoje perante os grupos parlamentares do Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento alemão) as conclusões do relatório redigido pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), documento só conhecido através da leitura dos militares alemães.

O inspetor geral das Forças Armadas alemãs, Wolfgang Schneiderhan, assegurou esta semana que o relatório aprova a versão de Klein, que justificou o ataque com o argumento de que os caminhões de abastecimento eram comandados por talibãs, que estariam dispostos a atentar contra a base militar alemã.

No ataque, morreram entre 17 e 142 pessoas, como apontam diferentes relatórios.

Segundo a imprensa da Alemanha, que cita militares do país, o relatório, de caráter reservado, aponta erros de procedimento por parte do militar alemão.

De acordo com essas informações, Klein violou várias regras do Isaf. Uma delas estabelece que só o comandante dessa força, o general Stanley McChrystal, pode ordenar um bombardeio; a outra que as tropas em perigo devem ter tido contato direto com o inimigo ou temerem um ataque iminente.

Na Alemanha, o caso passou hoje para a Promotoria federal, que deverá determinar se considera que há argumentos suficientes para abrir um processo.

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