![]() |
|
|
05/11/2004 - 11h15Políticos vêem votação online como uma realidade distante
Por Bernhard Warner BARCELONA (Reuters) - Esqueça as previsões -- levará anos para que os eleitores possam usar a Internet para votar, se é que isso um dia acontecerá, acreditam os políticos. A previsão é uma má notícia para as empresas de tecnologia que esperavam levar a votação via Internet para as massas. Pior que isso, as longas filas nos locais de votação, como as registradas na eleição presidencial realizada nos EUA nesta semana, parecem fadadas a não desaparecer tão cedo. "Nunca vamos ver os eleitores em trânsito votando online, nunca", disse Jeannemarie Devolites Davis, uma republicana que integra o Senado do Estado da Virgínia (EUA). "Enquanto houver qualquer dúvida sobre a possibilidade de fraudes, isso nunca acontecerá", afirmou à Reuters. A apatia dos eleitores na Grã-Bretanha, por exemplo, é especialmente marcada nas eleições para cargos menores, o que levou o governo a realizar vários testes com a votação pela Internet a fim de aumentar a participação. Mas, apesar das garantias de que esse tipo de votação à distância poderia ser segura, as suspeitas persistem. A União Européia (UE), que gastou bastante dinheiro com o oferecimento de serviços via Internet, nem mesmo estuda, neste momento, a possibilidade de instituir a votação pela rede mundial de computadores. Reinhard Posch, porta-voz do governo austríaco, também acredita que a votação por meio de cédulas de papel veio para ficar. Apesar de, recentemente, alguns países terem adotado a votação eletrônica como no Brasil, continua a exigência de que o eleitor esteja presente em sua zona eleitoral a fim de votar. Assim, enquanto milhões de telespectadores usam a Internet ou seus telefones celulares para votar pela eliminação de um participante do "Big Brother", os políticos preferem continuar com o antigo método de colocar as pessoas em fila para votar. Como disse Devolites Davis: "Se os legisladores não confiam nisso, isso não vai acontecer." |
![]()
Lillian Witte FibePSDB avança nos grandes centros 'Prioridade zero de Serra é a saúde' Genoino analisa as derrotas do PT
|