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PT é o mais votado, mas sofre derrotas de peso
No geral, o PT mais do que dobrou o número de prefeitos eleitos (de 187 há quatro anos para 411 agora), ampliou o total de capitais governadas (de 8 para 9), obteve a reeleição em Belo Horizonte (MG) e em Recife (PE), voltou a governar Fortaleza (CE) e Vitória (ES), e pela primeira vez foi a sigla mais votada numa eleição municipal, tanto no primeiro como no segundo turno. Mas o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi rejeitado no segundo turno em quatro capitais onde detinha a prefeitura, São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Belém (PA) e Goiânia (GO), e perdeu em Curitiba (PR), onde iniciou a campanha como favorito. A derrota foi mais dura para o PT em dois locais. Em São Paulo, Marta Suplicy, que tentava a reeleição, perdeu para o tucano José Serra -que, em 2002, foi derrotado por Lula na disputa presidencial. Em Porto Alegre, onde o PT está no poder desde 1989, Raul Pont perdeu para José Fogaça, do PPS, um partido que faz parte da base aliada do presidente Lula. De acordo com alguns analistas, a combinação desses revezes indica que Lula terá dificuldades maiores do que imaginava em sua provável campanha à reeleição em 2006.
De acordo com reportagem de Fernando Rodrigues na "Folha de S.Paulo" (leia aqui), a partir de 2005, o PSDB governará 871 cidades que abrigam 25,617 milhões de eleitores, o equivalente a 21,4% do país. O PT terá prefeitos em 411 municípios, com 17,055 milhões de eleitores (14,2%). Em terceiro, o PMDB governará 1.057 cidades, com 16,890 milhões de eleitores (14,1%). Na seqüência, os partidos com mais eleitores governados são: PFL (15.506.423), PDT (8.627.693), PPS (6.752.066), PP (6.726.691), PTB (6.705.263), PSB (5.654.486), PL (4.920.752), PV (1.471.592), PC do B (480.113) e Prona (73.721). Outras siglas governarão 3.336.299 eleitores.
Nesse grupo, de acordo com Fernando Rodrigues, o PT cai de 29 prefeituras para 24, e o eleitorado governado pelo Partido dos Trabalhadores passa de 19,7 milhões para 10,1 milhões. O PSDB mantém 19 municípios governados nesse grupo de 96, mas terá muito mais eleitores sob seu comando: sai de 5,3 milhões agora para 13,5 milhões em 2005. PMDB e PFL O PMDB manteve a liderança em número de cidades governadas (1.057), mas ficou com apenas 11 cidades entre as 96 mais importantes e com só duas capitais.
Outro derrotado no PMDB é o ex-governador do Rio Anthony Garotinho. Ele e sua mulher, a governadora Rosinha Matheus, empenharam-se pessoalmente na eleição do candidato do partido em Campos, cidade natal de Garotinho, mas um ex-aliado se saiu vencedor. O PFL teve um resultado bem abaixo do de 2000. Perdeu as duas capitais onde disputou o segundo turno, Salvador (BA) e Manaus (AM), e ganhou em apenas 6 das 96 cidades mais importantes. Sua maior vitória foi no Rio de Janeiro, onde o prefeito Cesar Maia foi reeleito já no primeiro turno. A derrota do pefelista César Borges em Salvador ainda fragiliza a posição dentro da sigla de seu padrinho político, o senador Antonio Carlos Magalhães. Outro político tradicional do PFL que saiu com saldo negativo desta eleição foi Amazonino Mendes (PFL), que perdeu para o PSB em Manaus. Total de votos Dos quatro principais partidos, PT e PSDB ampliaram e PMDB e PFL reduziram sua fatia no total de votos, numa comparação entre o primeiro turno de 2000 e o de 2004: PT: passou de 11.938.734 votos (14,3% do total), para 16.326.047 (17,15%). PSDB: passou de 13.518.346 votos (16%) para 15.747.592 (16,54%). PMDB: passou de 13.257.650 votos (15,69%) para 14.249.339 (14,97%). PFL: passou de 12.973.544 votos (15,35%) para 11.238.408 (11,81%).
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