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Rio de Janeiro
01/11/2004 - 15h41Eleição em Campos não deve ser anulada, diz juíza
Da Redação
A juíza da 76ª Zona Eleitoral, Denise Apolinária, afirmou nesta segunda-feira (1º de novembro) que não há a menor possibilidade de ser anulada a eleição de ontem em Campos, informa a Agência Brasil. No entanto, a juíza admite a possibilidade de que as candidaturas de Geraldo Pudim (PMDB) e Carlos Alberto Campista (PDT) sejam impugnadas devido aos processos contra ambos, em tramitação na Justiça Eleitoral e no Ministério Público. Ela disse que a diplomação do candidato eleito "vai depender do julgamento das ações pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio e da aprovação da prestação das constas de campanha do candidato vitorioso". Eleição tumultuada No domingo da eleição, duas emissoras de rádio e uma emissora de TV a cabo foram tiradas do ar pela Justiça Eleitoral por terem feito propaganda ilegal para Campista e Pudim. Houve também denúncias de compra de votos e boca-de-urna, ao longo do dia. Sem contar a intercepção, pela polícia, de três ônibus que estariam transportando eleitores ilegalmente. Ainda no dia da eleição, três pessoas - entre elas uma menor de 16 anos - foram detidas por suspeita de fraude eleitoral, quando tentavam votar com títulos de outros eleitores. Na véspera da eleição, na madrugada de sábado (30), R$ 318 mil em cédulas foram apreendidos pelo Ministério Público na sede municipal do PMDB. A Justiça suspeita de compra de votos. Segundo o Ministério Público, o dinheiro seria utilizado na compra de votos para Geraldo Pudim. O dinheiro já foi liberado por determinação do coordenador de Fiscalização de Propaganda Eleitoral do Rio, Jaime Boente, atendendo a agravo de instrumento impetrado pelo PMDB. O presidente do diretório do partido na cidade será o depositário fiel do valor, que deverá ser apresentado quando solicitado pela Justiça Eleitoral. Hoje, o PDT deve entrar com representação na Justiça Eleitoral pedindo uma rigorosa investigação sobre a origem do dinheiro e também sobre a apreensão de carimbos e fichas de filiação do partido, encontrados junto aos maços de notas de R$ 50, na sede do PMDB. Outros problemas Na semana anterior ao pleito, o atual prefeito, Arnaldo Vianna (PDT), ex-aliado do casal Garotinho, foi afastado do cargo (dia 25) por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em seu lugar assumiu o vice-prefeito e candidato do PMDB, Geraldo Pudim, com quem Vianna está rompido há dois anos. Vinte horas depois, uma liminar concedida pelo ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribuna Federal (STF), determinou a volta de Vianna ao cargo. Outros problemas apareceram ao longo da campanha, marcada por denúncias de uso da máquina administrativa pelo governo do Estado e pela prefeitura. Entre o primeiro e o segundo turnos, a Justiça Eleitoral proibiu o cadastramento e a entrega de benefícios dos programas sociais estaduais e municipais até a votação.
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