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13/05/2008 - 17h45

Dávila: Hillary "busca" capital político para "vender" apoio a Obama

Da Redação
Nas primárias democratas da Virgínia Ocidental, Hillary Clinton é a favorita na disputa com Barack Obama. Mas mesmo com uma vitória no Estado, a senadora segue com poucas chances de ser a indicada do partido para a disputa nacional. "Hillary segue na briga pelo menos até o dia 31 de maio", avalia Sérgio Dávila, direto de Charleston, capital da Virgínia Ocidental. "É neste dia, em Washington, que o Comitê de Regras e Estatutos do partido se reúne para decidir se as primárias da Flórida e de Michigan valem ou não", diz o jornalista, sobre a vitória conseguida - e anulada - da senadora nos dois Estados. Flórida e Michigan anteciparam as primárias, realizadas em janeiro deste ano, mesmo contra a determinação do partido.



"A não ser que aconteça um milagre, Hillary deve vencer aqui na Virgína Ocidental. Mas o interessante é como ela vai usar essa vitória", analisa Dávila, que acredita que a senadora deve voltar a lembrar sua liderança entre a maioria branca, as mulheres e os idosos - "quem consegue vencer nesse universo sou eu e quem não vence nesse universo, não ganha a presidência."

Sobre a corrida democrata pela Casa Branca estar chegando à reta final, Dávila coloca que, apesar de Hillary ainda estar na disputa, a senadora sabe que é pouco provável que vença Obama, cada vez mais na liderança. Mesmo que nenhum dos dois assuma isso. "Enquanto não ficar muito evidente que ela está prejudicando as chances do partido democrata em novembro, é ganhar capital político para lá na frente poder sentar com o comando da campanha do Obama e aí então negociar. Você não consegue uma vitória democrata se abrir mão dos Clinton. Você não pode abrir mão do apoio, da máquina eleitoral e arrecadatória dos Clinton numa corrida presidencial, e é por isso que a gente não está vendo ataques mais diretos do Obama", conclui o colunista do UOL.

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