No próximo dia 4 de novembro, eleitores norte-americanos irão decidir quem será seu novo presidente: o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain. Mas o que aconteceria se o mundo inteiro pudesse participar da eleição? O site da revista britânica "The Economist" (
http://www.economist.com/) lançou o "Global Electoral College" ("colégio eleitoral global",
http://www.economist.com/vote2008/), em que internautas do mundo inteiro podem "votar" - e, até as 13h desta quinta (dia 29), Obama vencia por ampla vantagem.
 O "colégio eleitoral global" da "Economist" |
A eleição norte-americana não é por voto direto, mas por meio de um colégio eleitoral. De uma maneira geral, funciona assim: as eleições são realizadas dentro de cada um dos 50 Estados norte-americanos.
Cada Estado norte-americano tem um número de representantes no colégio eleitoral. Por exemplo: Texas, terra do atual presidente, George W. Bush, por exemplo, tem 34 representantes, enquanto o Alasca, de Sarah Palin, candidata a vice na chapa republicana, tem 3 representantes.
O vencedor de cada Estado leva consigo os votos de todos os representantes no colégio eleitoral. Por exemplo: se em Nova York, que tem 31 representantes, um candidato vencer com 51% dos votos dos eleitores, ele receberá todos os 31 votos dos representantes nova-iorquinos.
Essa é a regra geral: em Maine, que tem quatro representantes, e em Nebraska, que tem cinco, o vencedor não leva automaticamente todos os votos do Estado. Além disso, a capital norte-americana, Washington, conta como um distrito à parte, com direito a três representantes. Leia mais |
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| ENTENDA O PROCESSO ELEITORAL DOS ESTADOS UNIDOS |
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A eleição norte-americana não é por voto direto, mas por meio de um colégio eleitoral (veja o texto ao lado), em que cada Estado tem um peso diferente na contagem total dos votos. O "The Economist" emulou o colégio eleitoral norte-americano em seu "colégio eleitoral global". Assim, cada país tem um peso na votação de acordo com o tamanho da sua população.
O Brasil, por exemplo, é o quinto país com maior número de "votos": 272, atrás apenas de Indonésia (337 "votos"), Estados Unidos (432 "votos"), Índia (1.588 "votos") e China (1.900 "votos"). Os menores "colégios eleitorais globais", como Tonga e Vanuatu, têm direito a 3 "votos".
Se contarmos apenas os "eleitores" brasileiros que votaram até as 13h desta quarta-feira, Barack Obama é "eleito" com folga: 82% a 18%. Por isso, o Brasil aparece pintado de azul, cor dos democratas, no mapa do "colégio eleitoral global" da "Economist".
Até às 13h desta quinta, 63 países ainda não haviam "votado" - entre eles, a Coréia do Norte, que é colocada pelo governo dos Estados Unidos como parte do "
eixo do mal". Os outros dois países relacionados como sendo do "eixo do mal" por George W. Bush em 2002 apresentam-se divididos: no Iraque, McCain está "vencendo" por 59% a 41%; no Irã, está dando Obama, 85% a 15%. O levantamento não tem valor científico.
Este equilíbrio não se reflete no resto do mapa-múndi. A julgar pelo "colégio eleitoral global" da "Economist", McCain só receberia os votos de seis países: além do Iraque, Argélia, Cuba, Namíbia, República Democrática do Congo e Sudão. Em todos os outros 132 países em que internautas votaram, Obama venceria - em apenas um país há empate: a Macedônia. Colocando-se os pesos que cada país recebeu da "Economist", Obama "seria eleito" por 9.120 votos, contra 270 para McCain.
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