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18/04/2008 - 08h04
Embaixador analisa presidenciáveis e questiona 'importância diplomática' de Oviedo
Claudia Andrade
Em Brasília
Nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial do Paraguai, marcada para este domingo, Fernando Lugo (Aliança Patriótica para a Mudança) aparece na dianteira, seguido por Lino Oviedo (União Nacional de Cidadãos Éticos, Unace) e Blanca Ovelar (Associação Nacional Republicana, ou Partido Colorado, como é conhecido). A questão da hegemonia dos colorados, que governam o país há seis décadas, estão no poder através do presidente Nicanor Duarte Frutos, e que apóiam Ovelar é tratada de maneira equivocada pela mídia, que defende a mudança, segundo o embaixador do Paraguai no Brasil, Luis González Arias.
"A mídia, quando fala do Partido Colorado, sempre lembra que ele está no poder há 60 anos e diz que tem que se tirá-lo de lá. Mas todo o progresso nestas seis décadas foi conseguido com o Colorado. Eu não estou fazendo campanha política por nenhum partido, mas a candidata do Colorado fala em retificar alguns erros e apresenta um programa sério, que pode ser feito", afirma.
Ele volta a destacar as qualidades da candidata da situação diante de perguntas referentes a pontos específicos do discurso de adversários de Blanca. Quando a questão é o projeto de reforma agrária de Lugo, que pode afetar terras de brasileiros, o embaixador lembra que "o Colorado propõe um recenseamento para utilizar melhor as terras".
Arias também ressalta que "Lugo fala em reformar o tratado de Itaipu, enquanto outros falam em a utilização da energia pelo Paraguai."
A pergunta sobre a hipótese de Lino Oviedo ser o melhor para o Brasil, por ter passado mais de três anos exilado no país, tem a seguinte resposta: "O Lino diz que as relações com o Brasil serão maiores e melhores, mas é preciso ver quais são as propostas que ele colocaria em prática".

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