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Personagens das marginais

Flávio Florido/UOL
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O carnavalesco entre carros nada alegóricos: Paulo Fuhro

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Ponte da Anhanguera
Rodrigo Bertolotto
Em São Paulo

Ele trabalha desde dezembro em quatro carros alegóricos para o desfile da Dragões da Real, escola ligada à torcida organizada são-paulina e que disputa o Grupo de Acesso. Até na noite de Réveillon, lá estava ele com três aderecistas dando acabamento, enquanto milhares de carros desfilavam no asfalto.

Originário de Nilópolis, Paulo se formou trabalhando na lendária Beija Flor e há dez anos traz o conhecimento carioca para o Carnaval paulistano. Entre dezembro e fevereiro, troca sua casa na montanhosa Teresópolis pelas margens do Tietê. Em 2005, foi campeão pela Império de Casa Verde.

E não é só ele, afinal, há um grande número de carnavalescos cariocas em São Paulo. “Aqui há mais liberdade para criar. No Rio não há mais inovação, a tradição pesa muito por lá”, critica o profissional da folia há dez anos participando do Carnaval paulistano.

Outras seis escolas de samba têm seus barracões à beira da Marginal, entre as tradicionais Águia de Ouro e Gaviões da Fiel. "As marginais dão um belo samba-enredo. Quem sabe para 2009", imagina Paulo, que é professor de história na serra fluminense nos outros meses do ano.


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