*Atualizado às 21h06A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo anunciou a inclusão de mais três nomes na lista de mortos no acidente da TAM, subindo para doze o número de corpos identificados até agora (veja quadro). O número oficial de mortos confirmados já chega a 178 - 175 corpos retirados do local do acidente e outros três que morreram em hospitais. O Instituto Médico Legal (IML) montou uma operação para o trabalho de identificação dos corpos das vítimas do acidente com o avião da TAM que chocou-se contra um depósito da empresa na noite desta terça. O instituto já registrou a entrada de 140 corpos.
O Instituto Médico Legal (IML) da capital paulista identificou doze mortos no acidente. A lista divulgada pela Secretaria de Segurança Pública é a seguinte:
João Francisco Caltabiano Fabio Martinho Novakoski Fernandes Velloza José Antônio Lima da Luz José Luís Souto Pinto Oswaldo Luiz de Souza Fernando Volpe Estato Silvania Regina de Ávila Alves Guilherme Duque de Moraes Michele Dias Miranda Márcio Rogério Andrade Melissa Uma Rubem Wiethaeuper |
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| CORPOS SÃO IDENTIFICADOS |
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LABAREDAS CHEGARAM A 20 METROS |
IDENTIFICAÇÃO: DENTES E DNA |
IML LIBERA PRIMEIRO CORPO |
De acordo com orientação de Celso Perioli, superintendente da polícia técnico-científico do IML Central, cinco médicos legistas estão em contato com as famílias no próprio aeroporto de Congonhas. Eles buscam informações - como cicatrizes, tatuagens, sinais e uso de aliança- para auxiliar na identificação dos corpos. De lá, as famílias de vítimas são encaminhadas para o Instituto da Criança, que fica em frente ao IML, onde recebem atendimento de psicólogos e assistentes sociais.
As equipes de resgate ainda atuam no local do acidente em busca de corpos das vítimas nos escombros. A retirada da maior parte dos corpos é feita pelas janelas do edifício, no segundo andar. A retirada é lenta e cuidadosa, para evitar danos aos corpos e facilitar a identificação. Em comunicado divulgado na manhã desta quarta-feira, a TAM
elevou para 186 o número de pessoas que estavam a bordo do Airbus A-320.
Outras vítimas Oito pessoas feridas no acidente foram levadas para o Hospital Municipal do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. Duas delas foram transferidas para os hospitais São Luiz e Santa Bárbara. Uma terceira, que fraturou a perna, já recebeu alta. Dos cinco ainda internados, dois estão em observação e três permanecem em estado grave. Entre eles, está um rapaz que pulou do segundo andar do edifício da TAM Express.
O Hospital São Paulo recebeu outras três vítimas. Uma já teve alta e as outras duas continuam internadas, sendo uma em estado grave, segundo a assessoria do hospital público. Todas as vítimas internadas em hospitais estavam no prédio da TAM atingido pela aeronave da companhia.
O IML trabalha com dois caminhões frigoríficos para o transporte dos corpos. No momento, entre 30 e 40 legistas trabalham na identificação das vítimas do acidente. A assessoria de imprensa do Instituto Médico Legal não soube informar sobre a possibilidade de os corpos serem levados para Brasília para ajudar na identificação. Foi montado esquema especial no IML central para atender unicamente às vítimas do acidente da TAM, com um cartório e uma delegacia improvisados dentro do prédio para agilizar o processo de identificação dos corpos. As outras unidades estão cuidando das atividades de rotina.
Resgate De acordo com o coronel Manuel Antonio da Silva Araújo, comandante da operação e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, o fogo no local do acidente foi controlado por volta das 2h30. A equipe de resgate, que chegou a contar com 255 bombeiros durante à noite, já está limitada a 100 homens. "Não temos mais incêndio, mas temos risco de desabamento em alguns pontos do acidente e estamos concentrados na retirada dos corpos", disse Araújo.
O comandante aponta duas dificuldades principais ao resgate: o desgaste físico dos bombeiros e a situação do local do acidente. "A retirada dos corpos é a parte mais difícil. Os bombeiros são seres humanos, que já estão ficando exauridos. Estamos substituindo-os aos poucos. Além disso, é um trabalho muito desgastante. Os corpos estão muito presos às ferragens", disse Araújo.