
O Planalto teme parecer omisso na crise, que começou em setembro do ano passado, após o choque do Boeing da Gol com o jato Legacy. Lula e assessores ainda avaliam a conveniência de o presidente fazer um pronunciamento sobre o assunto.
Reservadamente, Lula queixou-se do brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, considerado fraco para desempenhar a função. Toda a responsabilidade pelo acompanhamento do caso foi transferida ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito.
Lula sabe, porém, que é preciso adotar providências rápidas para combater a imagem de que o governo não consegue resolver a crise e já cobra resultados dos auxiliares. É com base nessa análise que ele pretende reforçar o Conac e construir uma saída honrosa para o ministro Waldir Pires. O Conac é, formalmente, presidido por Pires, mas será criada uma secretaria-executiva, como prevê seu estatuto, para gerenciar as ações referentes ao tráfego aéreo. As mudanças aumentam a expectativa sobre a primeira reunião do conselho, após anos desativado, prevista para sexta-feira.
Pires não deve ser defenestrado nesta semana porque, para o Planalto, sua saída, agora, equivaleria a carimbar o governo como 'incompetente' na questão aérea. Mas ninguém mais duvida de que ele deixará a equipe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
AE
É absolutamente precoce supor o aumento das tensões sociais ou de virada no governo Lula em decorrência de um acidente aéreo...Francisco Assis Melo Araujo - São Paulo/SP