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29/10/2007 - 11h25

Partido de Kirchner amplia maioria parlamentar e vence em oito províncias

Buenos Aires, 29 out (EFE) - O partido governista Frente para a
Vitória (FPV) e seus aliados ampliaram sua vantagem no Parlamento
argentino e venceram nas oito províncias que realizaram eleições
para governador no domingo, segundo dados oficiais divulgados hoje.

Por enquanto, com 95,77% das urnas apuradas, a candidata
presidencial da FPV, a peronista Cristina Fernández de Kirchner,
obteve 44,83% dos votos, abrindo quase 22 pontos de vantagem em
relação ao segundo colocado.

A vitória da primeira-dama se deve principalmente à província de
Buenos Aires, a mais povoada do país e que representa quase 40% do
censo eleitoral. Cristina, no entanto, foi derrotada na capital, o
segundo maior distrito eleitoral argentino.

Em segundo lugar está a centro-esquerdista Elisa Carrió, da
Coalizão Cívica, com 23% dos votos, enquanto em terceiro se encontra
o centro-progressista Roberto Lavagna, da frente Uma Nação Avançada
(UNA), com 16,90%.

Em Santa Fé e Córdoba, províncias estratégicas do centro do país,
os resultados divergiram dos obtidos no resto da nação. Na primeira,
Cristina venceu Carrió por uma pequena margem, enquanto na segunda
Lavagna foi o candidato mais votado.

Além de elegerem o presidente e o vice-presidente do país para os
próximos quatro anos, os argentinos votaram no domingo para renovar
a metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Os eleitores
de oito províncias também elegeram seus governadores.

A FPV conquistou uma clara vitória nas eleições para governador
da província de Buenos Aires, onde o candidato do partido, o até
então vice-presidente do país, Daniel Scioli, recebeu 48% dos votos.

O "kirchnerismo" somou ao seu mapa eleitoral as províncias de
Mendoza, Misiones e Salta, até agora governadas por outras legendas,
e manteve o governo dos distritos de Santa Cruz, Jujuy, La Pampa e
Formosa.

Desta forma, a frente que o presidente da Argentina, Néstor
Kirchner, formou à margem do Partido Justicialista (peronista) e
seus aliados governarão em 19 dos 24 distritos do país.

Segundo os resultados do pleito de domingo, o oficialismo manterá
sua maioria no Senado, após assegurar os 41 assentos que tinha e
possivelmente somar outros três de partidos políticos aliados de
Cristina, em um total de 72 cadeiras.

Já na Câmara dos Deputados, dos 257 assentos totais, o FPV
conquistará mais de 140, ultrapassando com folga os 129
parlamentares necessários para ter quorum próprio.

O resultado dos votos para senadores e deputados foi muito mais
demorado e difícil, pois um eleitor podia votar de maneira diferente
nas eleições presidenciais e nas legislativas, e nestas últimas era
possível escolher candidatos de diferentes partidos.

Cristina, a primeira mulher eleita presidente na história da
Argentina, assumirá o cargo no dia 10 de dezembro.

No domingo à noite, ela convocou todos os argentinos, sem ódio ou
rancor, para participarem de seu projeto de Governo e disse que se
sente "duplamente responsável", por ser presidente e por ser mulher.

A oposição denunciou irregularidades e até "fraudes" na eleição,
pois em alguns colégios eleitorais do país faltaram cédulas dos
partidos contrários a Kirchner. O Governo, no entanto, considerou o
processo exemplar.
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