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29/10/2007 - 07h08

Elisa Carrió ainda não admite derrota e critica Kirchner

A candidata à Presidência argentina Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, criticou a "pressa" com que a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner, da Frente para a Vitória, se proclamou, no domingo, presidente eleita da Argentina.
"Em nenhum país civilizado do mundo, um candidato sai dizendo que já está eleito antes que a apuração chegue a 60% do total", disse. "Só algo muito estranho e muito pouco transparente gera essa pressa para se declarar presidente, com tão poucos votos apurados", afirmou.
Com estas primeiras declarações, após o fim do primeiro turno da eleição e quando pouco mais de 30% dos votos tinham sido apurados, Carrió não reconheceu a vitória de Cristina. A candidata governista discursou como presidente eleita quando a apuração oficial estava em torno dos 16% do total.
Elisa Carrió ressaltou que venceu nas principais cidades do país - como Buenos Aires, Mar del Plata e Rosário - além de ter registrado grande quantidade de votos, segundo ela, nas províncias de Buenos Aires e Santa Fé, duas das maiores da Argentina.
"O estranho foi que o correio (responsável por computar os dados oficiais) selecionou a apuração e deixou para somar os votos das grandes cidades por último. Assim, ficou parecendo que estavamos em terceiro lugar e não em segundo", disse.

"Mas a Coalizão Cívica representa hoje a segunda força política nacional". De acordo com Carrió, faltou "transparência" nesta eleição. Para ela, se o processo eleitoral tivesse sido mais sólido poderia haver segundo turno.
"Somos nobres perdedores e ganhadores, mas não estamos em condições de reconhecer um resultado precipitado", declarou, no comitê de campanha, diante de diferentes emissoras de televisão.
Carrió fez estas declarações quase duas horas depois que Cristina já tinha se pronunciado como presidente e quando os resultados oficiais já a colocavam em segundo lugar e o presidenciável Roberto Lavagna em terceiro na corrida eleitoral.
Os primeiros dados oficiais divulgados mostravam a candidata governista à frente, depois Lavagna e Carrió em terceiro.
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