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29/10/2007 - 11h16

Clima de apatia política continua na capital após eleição de Cristina

Roger Modkovski
Enviado especial do UOL
Em Buenos Aires (Argentina)
O clima de apatia política que imperou durante toda a campanha eleitoral na capital argentina, Buenos Aires, mantinha-se intacto na manhã desta segunda-feira (29), depois da eleição da senadora e primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner.

Mulher do atual presidente, Néstor Kirchner, Cristina superava a oposiçao com mais de 40% dos votos, contra cerca de 23% da segunda colocada, Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, com mais de 96% das mesas apuradas. O resultado era suficiente para torná-la a primeira mulher eleita presidente da Argentina.

Mas, nos cafés, bancas de jornal e pontos de ônibus, falava-se muito de trabalho, de futebol, até de filosofia, mas muito pouco da expectativa com a nova presidente -que, aliás, teve menos votos que Carrió na capital.

"Nao votei em Cristina, mas torço para que dê certo", disse Miguel, vendedor de flores no bairro de Belgrano. "Ela vai ter de resolver o problema da inflação, não pode continuar escondendo."

"Todo mundo diz que não vota nela, mas na hora da apuração ela fica na frente. Nao entendo", perguntava-se a cuidadora de caes Rita. "Mas, enfim, pouca coisa muda."

No centro, o comerciante Aurélio comemorava a vitória feminina. "Quem sabe uma mulher dá jeito no país? Mesmo sendo kirchnerista?", questionou.

Alguns bairros da cidade tiveram trânsito melhor que o normal para um dia de semana porque, em muitos dos colégios que foram locais de votação ontem, hoje não houve aulas.
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