
Por César Illiano
BUENOS AIRES (Reuters) - Após a grande vitória nas eleições de domingo, Cristina Fernández de Kirchner concedeu na noite de segunda-feira sua primeira entrevista como presidente eleita da Argentina e falou sobre preocupações econômicas.
O obstáculo mais imediato para a gestão de Cristina até 2011 será a alta da inflação, que castiga duramente os bolsos argentinos.
Durante a entrevista, Cristina limitou-se a dizer que "em matéria de inflação, seguimos o que prevê o Orçamento. O Orçamento indica para este ano uma inflação entre 7 e 11 por cento".
Ela reiterou que, em seu governo, o país adotará um sistema de medição dos preços semelhante ao utilizado nos Estados Unidos, o qual permite retirar dos cálculos subidas bruscas relacionadas a fenômenos sazonais.
Em sua campanha, Cristina garantiu que repetirá a receita do marido, o atual presidente Néstor Kirchner, de manter a economia em ritmo acelerado, incentivando o consumo doméstico e um significativo superávit primário.
A futura presidente deu uma pista sobre o papel que Kirchner exercerá em seu governo, quando afirmou que ele "vai fazer o que sempre fez, é um animal político".
Na entrevista ao canal a cabo TN, Cristina declarou que se sente parte da gestão do marido e creditou a ele boa parte de sua vitória.
"É muito importante o que o presidente Kirchner conquistou nestes quatro anos e meio e acredito que o triunfo também é parte deste reconhecimento", disse.