SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Defesa, Waldir Pires, confirmou nesta quinta-feira que o transponder do Legacy que colidiu com um avião da Gol no final de setembro estava "inoperante" na hora do choque entre as aeronaves.
Segundo declarações do ministro à Rede Globo, dados preliminares da leitura da caixa-preta do Legacy apontam que o instrumento não estava em operação no momento do choque, mas ainda não é possível determinar "se ele estava desligado ou se havia uma interrupção decorrente de uma pane no avião".
O vôo 1907 caiu no norte de Mato Grosso no dia 29 de setembro, quando fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro, com escala em Brasília, matando as 154 pessoas a bordo. O Legacy, de fabricação da Embraer, conseguiu fazer um pouso de emergência em uma base aérea no sul do Pará.
O transponder é o aparelho responsável por informar aos controladores a altitude do avião. Sem o funcionamento do transponder, também fica desabilitado o sistema anticolisão da aeronave.
Outro ponto que faz parte da investigação das autoridades diz respeito à altura que o Legacy voava e um possível problema de comunicação com as torres de controle.
Os dois aviões estavam a 37 mil pés quando colidiram. De acordo com declarações anteriores do ministro, o Legacy deveria estar voando numa altitude de número par e o Boeing, em um número ímpar.
Pires disse que o piloto do Legacy chegou a fazer contato com a torre de controle antes de passar por Brasília, mas que "não há nenhum diálogo... que pudesse significar ou resultar numa autorização para que o jato mudasse o plano de vôo ou permanecesse a 37 mil pés".
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