Temendo um golpe de Estado ou uma atitude mais drástica do governo, os brasileiros que vivem na Tailândia acompanham atentamente o desenrolar das manifestações no país. A brasileira Odaléa Freire, que mora em Bancoc há três anos com o marido e dois filhos, contou que os tailandeses dizem que a oposição anda pagando para os manifestantes ficarem no aeroporto.
"Eles dizem que os manifestantes ganham 300 bahts (cerca de US$ 5) e mais três refeições para não saírem de lá", disse.
Os tailandeses não arriscam nenhuma previsão de quando os oposicionistas vão desocupar o aeroporto. Para Odaléa, algo diferente pode ocorrer no próximo dia 5, Dia do Rei da Tailândia. O que mais espanta a brasileira é a apatia dos militares diante da crise política.
"Os militares cruzaram os braços mesmo. O que me impressiona é como a polícia e o exército deixa tudo acontecer. Vi na TV que os manifestantes tomaram até o escudo da polícia. Moramos em uma país sem governo", reclamou.
Segundo o engenheiro brasileiro Ivan Dayrell, os tailandeses se constrangem ao falar da situação do próprio país. "Eles tem um certo embaraço, ficam incomodados com o que os estrangeiros podem estar pensando. Mas, estão fazendo certo. Tem todo o direito de irem às ruas pedir a saída do primeiro-ministro corrupto. O Brasil poderia aprender um pouco com isso. Eu estaria orgulhoso", disse.