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26/05/2009 - 20h06

Coreia do Norte faz novo teste com míssil de curto alcance

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
A Coreia do Norte lançou mais um míssil de curto alcance na noite desta terça-feira (26), segundo informou a agência sul-coreana Yonhap. Com este lançamento, efetuado na costa oriental do país, o número total de mísseis testados nesta terça chega a três.

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Nesta terça-feira (26), a Coreia do Norte havia dito que, enquanto continuarem as pressões internacionais, continuaria "defendendo sua segurança", em resposta às condenações a seu teste nuclear de 25 de maio. A resposta foi feita pela delegação norte-coreana em sessão especial da Conferência sobre Desarmamento que aconteceu em Genebra, na Suíça, antes do disparo do terceiro míssil de curto alcance.

  • AP

    Norte-coreanos participam de cerimônia em Pyongyang para comemorar teste nuclear

O teste nuclear que a Coreia do Norte realizou nessa segunda-feira (25) desencadeou fortes críticas, da ONU (Organização das Nações Unidas), dos Estados Unidos, da União Europeia e da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O Brasil também condenou a demonstração de força norte-coreana.

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira que o Conselho de Segurança adote as "medidas necessárias" depois que a Coreia do Norte realizou um teste nuclear subterrâneo. "Este ato da Coreia do Norte vai contra os atuais esforços internacionais para reduzir a proliferação de armas nucleares", afirmou Ban. "Devemos estar decididos a enfrentar estas sérias violações que ameaçam a paz e a segurança no mundo", acrescentou.

Resposta dos EUA

"Se eles querem continuar com o teste e provocar a comunidade internacional, eles vão descobrir que pagarão preço, porque a comunidade internacional é muito clara: isso não é aceitável, isso não será tolerado, e eles não serão intimidados", disse Rice ao programa da CNN, American Morning.

Pyongyang respondeu à condenação da ONU e o aviso de uma provável resolução com o lançamento de três novos mísseis de curto alcance. Segundo a agência sul-coreana "Yonhap", os três primeiros mísseis foram disparados no Mar do Leste (Mar do Japão) e o governo norte-coreano está preparando novos lançamentos de projéteis anticruzador KN-01, com um alcance de 160 quilômetros, em sua costa ocidental.

Na sessão da Conferência sobre Desarmamento, o representante sul-coreano, Im Han Taek , disse que "este teste é uma grave ameaça para a paz e a segurança na península coreana e no nordeste da Ásia, e inclusive representa um grave desafio para o regime internacional de não-proliferação" de armas.

"Trata-se de um ato de provocação inaceitável e de uma negação das obrigações estipuladas na declaração conjunta sobre desnuclearização da península coreana e nos acordos surgidos das conversas a seis lados", acrescentou.

Resposta da ONU

Manifestantes sul-coreanos queimam cartazes com a bandeira da Coreia do Norte e fotos do líder Kim Jong-il, durante protesto em Seul depois do anúncio de teste nuclear feito pelo governo norte-coreano. "Sinceramente espero que o Conselho de Segurança seja capaz de adotar as medidas necessárias que correspondem à gravidade da situação", afirmou Ban em um discurso no Parlamento da Finlândia.

O Japão considerou o teste nuclear norte-coreano como "uma grave ameaça para a segurança" desse país, para todo o nordeste da Ásia e o mundo, e expressou sua "condenação mais enérgica" ao mesmo. Outros países participantes da Conferência sobre Desarmamento se juntaram aos asiáticos para expressar sua reprovação ao desenvolvimento nuclear de Pyongyang.

Isso levou o representante norte-coreano a advertir que, "dado que o Conselho de Segurança viola nosso desenvolvimento soberano, questionando o lançamento de um satélite com fins pacíficos e adotando sanções contra a Coreia do Norte e seu povo, não podemos fazer outra coisa do que adotar medidas suplementares de legítima defesa".

A delegação acrescentou que estas medidas "incluem realizar testes nucleares e disparos de mísseis, para salvaguardar nossa segurança nacional".

O representante de Pyongyang afirmou que, "enquanto as pressões e as sanções arbitrárias forem impostas, continuaremos adotando as medidas necessárias para defender nossa segurança e a paz na península coreana".

A cidade de Hiroshima, no Japão, interrompeu hoje o Relógio da Paz, que mede os dias sem testes nucleares no mundo. Esta foi a 12ª vez que o relógio foi interrompido, desde que começou a funcionar em 2001. O contador passou 960 dias sem pausa. A interrupção anterior foi feita em 9 de outubro de 2006. Na época, a Coreia do Norte havia realizado outro teste nuclear.

O Relógio da Paz foi idealizado por um grupo pacifista como símbolo de denúncia a armamentos atômicos. Hiroshima, onde se localiza o contador, foi alvo da bomba atômica americana ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, junto com a também cidade japonesa de Nagasaki.

* Com as agências internacionais

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