UOL Notícias Internacional
 

06/07/2009 - 03h18

Zelaya pede às Forças Armadas que baixem as armas em Honduras

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
O presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya pediu no final da noite de domingo (5) de El Salvador às Forças Armadas de seu país que baixem seus rifles e não os apontem contra seus irmãos, ao condenar hoje a morte de uma pessoa em Tegucigalpa.

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"Apelo às Forças Armadas de Honduras que baixem seus rifles", declarou Zelaya em entrevista coletiva junto aos presidentes da Argentina, Cristina Fernández; Equador, Rafael Correa; Paraguai, Fernando Lugo; e El Salvador, Mauricio Funes.

Zelaya lamentou a morte de um jovem, no que descreveu como repressão contra uma manifestação pacífica, ao mesmo tempo em que se solidarizou com a família da vítima e as dos feridos. Um jovem de 19 anos, identificado como Isis Obed Murillo, morreu após levar um tiro na cabeça, e pelo menos outras dez pessoas ficaram feridas em confrontos entre seguidores de Zelaya e militares no aeroporto, para onde foram milhares de partidários do presidente destituído.

O chefe deposto de Estado se pronunciou após os fatos registrados em Tegucigalpa ontem, onde seu avião não conseguiu aterrissar depois que militares obstruíram a pista do aeroporto Toncontín. O Exército de Honduras colocou veículos sobre a pista de pouso do aeroporto internacional de Tegucigalpa no início da tarde do domingo. Zelaya acabou tendo de pousar em Manágua, capital da Nicarágua, e em seguida foi para El Salvador, onde chegou na noite de ontem.

Durante a entrevista coletiva o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse que o órgão está disposto a "usar todos os meios diplomáticos possíveis para restabelecer o presidente Zelaya".

"Quero dizer que como secretário-geral da OEA estou disposto a seguir adiante com todas as gestões diplomáticas para obter nosso objetivo que não é uma intervenção, é um objetivo simplesmente de cumprir as normas que todos os países adotaram", assegurou.

Ele assinalou que a Carta Democrática Interamericana foi "assinada livremente por todos os países da região" e insistiu em qualificar como "uma ruptura grave da ordem constitucional" o ocorrido em Honduras.

Investigação

A Polícia hondurenha disse que averiguará os incidentes registrados hoje, quando militares responderam a uma manifestação a favor do presidente deposto Manuel Zelaya com disparos que causaram um morto e pelo menos dez feridos.

"Foram ordenadas as investigações que nos permitam estabelecer a clareza dos fatos", disse o porta-voz da Polícia, Héctor Iván Mejía, em uma declaração transmitida a todo o país por rádio e televisão na qual não foram divulgados dados de mortos ou feridos.

Na comunicação, Mejía deu conta de "uma manifestação popular na qual se expressava o apoio ao ex-presidente José Manuel Zelaya" em frente ao aeroporto Toncontín de Tegucigalpa.

Mejía disse que aconteceu um "confronto entre a autoridade e os manifestantes com resultados ainda não constatados".

Ele acrescentou que a Polícia lamenta os fatos ocorridos como consequência destes distúrbios e apelou à população para se abster de promover "a desordem e a intranquilidade".

*As informações são da agência EFE

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