Primeira mulher a governar o Chile, Michelle Bachelet, afirmou nesta quinta-feira (30) que a experiência da ministra Dilma Rousseff na coordenação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) merece ser compartilhada com os sul-americanos e disse que convidou a potencial candidata petista à sucessão presidencial a visitar seu país em setembro.
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Nesta manhã, Bachelet reuniu-se com Dilma para um café da manhã no hotel onde está hospedada em São Paulo. "Foi uma conversa muito interessante, em especial sobre o projeto de infraestrutura (PAC) que ela está tocando. A experiência do Brasil nessa área é digna de ser compartilhada com outros países", disse a presidente do Chile após evento na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Hoje cedo, a ministra afirmou que a conversa foi uma troca de experiências entre uma ministra do governo e a presidente do Chile, e não um debate sobre mulheres na presidência de um país.
Dilma e Lula devem ir ao Chile em setembro para se reunirem com Bachelet e empresários locais. Durante o evento na Fiesp, o presidente chamou Bachelet de estadista e disse que a mediação dela em conflitos na América do Sul foi benéfica para o continente. A respeito da conversa entre Dilma e a presidente do Chile, Lula desconversou: "homem não se mete em conversa de mulher".
O presidente afirmou ainda que a chilena, perseguida e torturada na ditadura de Augusto Pinochet - que durou de 1973 a 1990 -, é um exemplo de altivez, seriedade, caráter e solidez ideológica. Na juventude, a médica Bachelet militou em organizações de esquerda e hoje lidera a coalização de centro-esquerda Consertación.