Militares ocuparam nesta quinta-feira (6) os hospitais públicos de Honduras, depois que os trabalhadores declararam greve para pressionar pela volta do presidente Manuel Zelaya ao poder, afirmaram jornalistas da AFP.
Os trabalhadores colocaram uma faixa na porta principal do hospital onde se lia: "Estamos em greve por tempo indefinido. Todos unidos venceremos".
"Nos deram ordens de tomar o hospital sob nossa custódia", disse um dos soldados do Primeiro Batalhão de Artilharia, com sede em Zambrano, que ocupava o Hospital San Felipe.
Cerca de 8 mil profissionais da saúde decretaram nesta semana a paralisação das atividades por tempo indefinido, que engloba 28 hospitais e mais de mil centros de saúde do país.
"Militarizaram nossos hospitais, mas a greve continua", afirmou à AFP o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Hospital San Felipe, Elvin Canales.
Os trabalhadores da área de saúde se juntam aos cerca de 50 mil professores de Honduras, que estão, em sua maioria, parados desde o golpe de 28 de junho contra o governo de Zelaya.
*Com informações da AFP