Policiais reprimiram um protesto contra o governo iraniano em Teerã, que ocorria paralelamente a uma manifestação para comemorar os 30 anos da invasão da embaixada americana no país, segundo testemunhas e informações da imprensa oficial. O ato antiamericano foi patrocinado pelo governo de Mahmoud Ahamadinejad.
Os oposicionistas deram a primeira demonstração de força nas ruas da capital desde setembro. Muitos dos manifestantes usavam lenços e pulseiras verdes, simbolizando a campanha de Mir Hossein Mousavi à Presidência. Mousavi acusa Ahamadinejad de se reeleger com a ajuda de fraudes eleitorais.
O contraste entre as duas manifestações em Teerã nesta quarta-feira (4) era nítido: em frente à antiga embaixada americana, os participantes da marcha oficial cantavam "Morte à América", enquanto os manifestantes de oposição gritavam "Morte ao ditador".
Testemunhas disseram à agência Associated Press que as forças de segurança -- na maior parte, unidades paramilitares da Guarda Revolucionária - passaram com facilidade por centenas de pessoas na praça Haft-e-Tir, no centro da capital, agredindo os manifestantes com cacetetes, tapas e pontapés. Sites reformistas disseram que a polícia deu tiros ao alto para tentar desocupar o local, que fica a cerca de 800 metros da antiga embaixada dos Estados Unidos. A agência oficial iraniana também afirmou que foi usado gás lacrimogêneo para dispersar os oposicionistas.
Nenhuma informação independente sobre feridos ou detidos estava disponível, mas a emissora estatal TV Press afirmou não haver feridos. O governo iraniano aumentou as restrições do jornalistas no país, permitindo somente a cobertura de eventos aprovados oficialmente e pela imprensa estatal.
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Com informações da AP