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 Internacional

01/04/2050 - 10h04
Saiba quais foram os problemas de saúde de João Paulo 2º

Da Redação
Em São Paulo

Karol Jozef Wojtyla foi o papa mais novo do século 20: assumiu com 58 anos. Com saúde invejável, João Paulo 2º se tornou, aos poucos, um homem frágil.

O declínio começou quando o turco Ali Agca atirou contra ele na praça de São Pedro do Vaticano, durante a audiência pública. Os tiros foram disparados a menos de sete metros de distância do papa, de uma pistola 9 mm. Uma das balas atingiu o abdômem.

Perdendo muito sangue e quase inconsciente, João Paulo 2º foi levado a uma clínica em Roma. Foi submetido a uma cirurgia, que durou mais de cinco horas, e teve 55 cm do intestino removido.

Onze anos depois, julho de 1992, o papa é operado de um tumor intestinal, num hospital de Roma. Os médicos dizem posteriormente que o tumor tinha o tamanho de uma laranja e começava a se tornar maligno.

Em 28 de abril de 1994, João Paulo 2º escorrega no banheiro e fratura o fêmur. Após uma cirurgia, fica um mês hospitalizado. Precisa usar uma bengala durante mais de um ano e é obrigado a abandonar a prática do esqui.

A partir de então, o papa passa a sofrer de uma forte e dolorosa artrite atinge suas pernas, fazendo com ele tenha dificuldades em se manter de pé.

Também nessa mesma época começam a aparecer os indícios do mal de Parkinson, uma doença degenerativa.

Em setembro de 1994, o pontífice cancela a viagem que faria em outubro daquele ano aos Estados Unidos, porque a recuperação na perna é lenta. A decisão abre especulações sobre sua sucessão.

O mundo católico se espanta quando, em 25 de dezembro de 1995, por causa de uma gripe, o papa falta pela primeira vez em seu pontificado numa Missa do Galo. No mesmo dia, um enjôo o obriga a interromper uma mensagem televisiva.

Em setembro de 1996, durante visita à Hungria, o porta-voz do Vaticano aventa pela primeira vez a hipótese de que o papa sofra de um problema neurológico. Observadores dizem que o tremor na sua mão esquerda é sintoma do mal de Parkinson.

No mesmo mês, o Vaticano atribui as frequentes febres e dores abdominais de João Paulo 2º a uma apendicite.

Em outubro daquele ano, João Paulo 2º é internado para uma cirurgia de remoção do apêndice.

A saúde frágil impede o pontífice de comparecer ao funeral da madre Teresa de Calcutá, na Índia, em 19 de setembro de 1997.

Em junho de 1999, João Paulo 2º faz a viagem mais longa de seu pontificado a sua Polônia natal. É uma visita triunfal, mas prejudicada por sua crescente fragilidade. Ele sofre uma queda e tem de cancelar uma importante missa campal.

Uma crise de artrite no joelho direito, em março de 2002, leva o papa a cancelar visitas a várias paróquias romanas e a reduzir suas atividades na Páscoa.

Em agosto daquele ano, o papa faz sua última visita à Polônia, passando pela Cracóvia, onde foi bispo, e fala sobre a morte. O tom é de emoção.

Trêmulo, o papa encerra uma extenuante visita à Eslováquia, em setembro de 2003, que expôs ainda mais a precário estado de saúde do pontífice. João Paulo 2o., que já mal conseguia andar, parecia excepcionalmente fraco, levando muitos a especular que essa teria sido sua última viagem internacional.

Em 24 de setembro de 2003, a audiência semanal das quartas-feiras acontece sem a presença do papa, que sofre de um mal-estar intestinal, de acordo com informações do Vaticano.

Durante as comemorações dos 25 anos de pontificado, em outubro de 2003, João Paulo 2º está visivelmente fragilizado.

No ano seguinte, depois de duas semanas de descanso nas montanhas no norte da Itália, em julho, o papa aparece mais forte, fala claramente e dá a impressão de passar por uma fase de melhora na saúde.

No ano de 2005 sua saúde deterorou-se com rapidez. No dia 2 de fevereiro, ele foi internado no Hospital Gemelli, em Roma, "com inflamação aguda do trato respiratório", segundo o Vaticano.

O pontífice deixou a clínica dez dias depois. Mas em 24 de fevereiro, sofreu uma recaída da gripe e foi novamente levado ao hospital.

Seus médicos, então, decidiram submetê-lo a uma traqueostomia (abertura de orifício na traquéia para possibilitar a respiração), para ajudá-lo a respirar mais facilmente. Nessa cirurgia, é aberto um buraco na traquéia, por onde passa um tubo que vai até a entrada dos pulmões. João Paulo 2º deixou o hospital após 18 dias.

No dia 30 de março o Vaticano anuncia que o papa se alimenta por um tubo nasal. No dia seguinte, o porta-voz do Vaticano anuncia que estado de saúde do papa se agravou repentinamente por uma infecção nas vias urinárias.

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