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21/08/2007 - 11h02
Cresce interesse por nomes ocidentais na China, diz estudo
Pequim, 21 Ago (Lusa) - O número de crianças chinesas com nomes ocidentais tem aumentado no país nos últimos anos de acordo com um estudo oficial divulgado nesta terça-feira, poucos dias depois de um casal chinês ter tentado batizar o filho de "@", como nos endereços eletrônicos.
A pesquisa "Situação da Língua na China: 2006", do Ministério da Educação do país, mostra que os nomes ingleses são os preferidos dos chineses. É cada vez maior o número de pais que decide dar às crianças nomes com caracteres chineses que, quando lidos, soam como Tony, Lina, Lucy ou Jenny.
Certos pais chegam a inverter o tradicional costume chinês em que o sobrenome antecede o nome, ou até a incorporar letras do alfabeto romano, numa língua que usa exclusivamente ideogramas, que são dezenas de milhares de caracteres que representam palavras.
No caso do casal chinês que tentou chamar ao seu filho simplesmente "@", arroba, o pai da criança disse às autoridades que o som em inglês de arroba ("at"), é semelhante em mandarim ao som de "ai ta", expressão que significa "amo-o".
As autoridades chinesas não informaram se aceitaram ou não o nome "@" mas uma legislação aprovada no início do ano proíbe nomes que usam números arábicos, línguas estrangeiras e símbolos que não pertencem aos caracteres chineses.
Caracteres arcaicos
Segundo o estudo do Ministério da Educação, mais de 60 milhões de nomes chineses contêm caracteres arcaicos ou pouco usados, num esforço aparente dos pais para evitar os homônimos.
Na China, país com 1,3 bilhão de habitantes, existem mais de 300 mil pessoas com o nome "Zhang Wei".
A utilização dos caracteres mais obscuros ou mais imaginativos cria dores de cabeça ao governo chinês, uma vez que os computadores só podem identificar entre 20 e 30 mil caracteres.
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