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16/02/2008 - 20h56
Mortes por malária em Angola caem; situação ainda é crítica

Luanda, 16 fev (Lusa) - A malária, doença considerada endêmica em Angola, registrou nos três últimos anos uma redução progressiva em termos de vítimas mortais. Em 2007, foram registrados 1.850 óbitos a menos do que em 2006.

Apesar da diminuição das mortes, a doença foi detectada pelos serviços angolanos de saúde em 1,831 milhão de pessoas no ano passado.

Dos infectados pelo agente causador da doença, 5.850 morreram, disse neste sábado à Agência Lusa o diretor adjunto do Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM), Nilton Saraiva.

Os números, apesar de elevados, apontam para uma importante diminuição em relação a 2006, ano em que foram registrados 2,283 milhões de casos de malária, que resultaram em 7.786 mortes - uma taxa de letalidade em torno dos 0,4%.

Em 2007, as províncias angolanas de maior risco foram Luanda e, no sul de Angola, Cunene, Huila, Cuando Cubango e Namibe.

Nilton Saraiva considerou que a evolução positiva se deve, sobretudo, aos novos fármacos utilizados no combate à doença e ao aumento do número de casas com redes antimosquitos.

"Temos feito grandes intervenções, sobretudo na rápida resposta à doença, com a utilização do novo medicamento Coartem, baseado na artemisinina, bastante eficaz no combate à enfermidade", disse Nilton Saraiva.

Um relatório de atividades do PNCM referente a 2007 revela que, desde o início da aplicação do Coartem, em 2006, até o terceiro trimestre de 2007, foram medicados mais de um milhão de pacientes.

O documento diz ainda que, no ano passado, o Coartem foi distribuído a todas as unidades hospitalares de Luanda e disponibilizado na totalidade das províncias através do Programa Nacional de Medicamentos.

Segundo o diretor do PNCM, o aumento da distribuição de redes antimosquito para grávidas e crianças menores de cinco anos nas classes mais vulneráveis tem contribuído "para a redução de casos de malária".

Um dos caminhos encontrados para a redução de mortes e infecções em Angola foi o "controle integrado do vetor" e a "proteção individual", com medidas preventivas, seletivas e duradouras, como a distribuição de mosquiteiros, a luta antivetorial e os cuidados com as grávidas.

Entre as atividades do PNCM de 2007, foi realizado o "Estudo Genético do Parasita da Malária em Angola" e concluído o "Estudo de Indicadores da Malária em Angola", cujos resultados serão apresentados na próxima segunda-feira, em Luanda.

Entretanto, apesar da evolução positiva registrada, o relatório faz referência ao deficiente sistema de informação resultante da falta de técnicos capacitados nas províncias e nos municípios angolanos, importantes para a melhoria da aplicação do Plano Estratégico Nacional para o Combate da Malária 2007-2012.

Em seu relatório, o PNCM fala dos constrangimentos enfrentados no ano passado, em especial em relação ao fraco apoio financeiro do Ministério da Saúde de Angola na aquisição dos mosquiteiros.

O pouco "engajamento político e técnico" das províncias, a fraca organização sanitária, a inexistência de sistemas municipais de saúde organizados e o sistema de informação deficitário são os principais problemas encontrados, permanecendo a malária no topo da lista dos problemas de saúde pública no país.

O plano estratégico para o combate à doença aponta que, em Angola, a malária contribui em 35% para a mortalidade geral em crianças com menos de cinco anos e em 25% no que diz respeito à mortalidade materna.

Há pouco tempo, Angola chegou a registrar mais de três milhões de casos e, em 2003 atingiu 38.600 óbitos - o valor mais alto do período de 1999 a 2006.

De acordo com o estudo a que a Agência Lusa teve acesso, há três anos o número de casos e de óbitos cai no país africano, tendo sido registrados 2,4 milhões em 2004 e, em 2005 e 2006, notificados 2,3 e 1,7 milhões de casos, respectivamente.

Quanto ao número de mortes por malária, em 2004 foram registradas 12.459, caindo para 13.768 em 2005 e 7.786 óbitos em 2006.

Em Angola, mais de 80% dos habitantes constituem uma população de alto risco. A malária aumenta durante a estação das chuvas, com pico no país entre janeiro e maio.

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