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27/05/2008 - 09h03

Moçambicano é eleito melhor jogador do ano na África do Sul

Maputo, 27 mai (Lusa) - O moçambicano Elias Pelembe foi eleito o melhor jogador de futebol do ano na África do Sul, país onde seus compatriotas estão sofrendo ataques xenófobos.

O prêmio foi atribuído a Elias Pelembe, 24 anos, conhecido como "Dominguez", após sua equipe, o SuperSport United, ter vencido a última temporada do campeonato sul-africano de futebol.

O jogador, que trocou no primeiro trimestre deste ano o Desporto de Maputo pelo SuperSport United, de Pretória, África do Sul, recebeu um prêmio de 150 mil rands (R$ 32,3 mil) pela conquista do troféu.

Jazz

No início do mês, o álbum "Portrait", do mais famoso guitarrista moçambicano e um dos maiores do continente africano, Jimmy Dludlu, ganhou o título de "Melhor Álbum de Jazz de 2008" da África do Sul, atribuído no "Summer Award".

O anúncio da distinção foi feito no início do mês, na cidade sul-africana de Sun City, onde o álbum foi produzido. "Portrait" já vendeu mais de 20 mil cópias no país e está a cinco mil de conquistar disco de ouro no mercado fonográfico da África do Sul.

Jimmy Dludlu é dos poucos músicos africanos de jazz cujos shows têm sempre ingressos esgotados, sobretudo nos Festivais Internacionais de Jazz, que se realizam anualmente na Cidade do Cabo, na África do Sul, onde o artista reside.

No ano passado, o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, que também reside na Cidade do Cabo, já havia recebido o prêmio de melhor produtor do ano do "South African Music Awards".

Xenofobia

A África do Sul vive atualmente um dos momentos mais difíceis de sua história desde a queda do apartheid e a instauração do multipartidarismo, em 1994.

Desde o último dia 11, grupos de sul-africanos vêm realizando ataques xenófobos contra imigrantes, incluindo moçambicanos, uma das maiores comunidades de estrangeiros no país.

Segundo o último balanço do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, 27.234 moçambicanos regressaram ao país devido à onda de violência que atinge os bairros mais pobres das cidades da África do Sul.

Os imigrantes estão sendo acusados de contribuir para o aumento do desemprego entre os sul-africanos. Desde o início dos ataques, 50 pessoas foram mortas, entre elas oito moçambicanos.

O ministro das Relações Exteriores e da Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi, afirmou nesta terça-feira que "o maior prejudicado [com a onda de violência] é a África do Sul".

"Os nossos compatriotas têm a reputação de serem grandes trabalhadores, muito dedicados, empreendedores e, ao longo de décadas, ou mesmo séculos, contribuíram para a economia deste país", afirmou Baloi.

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