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02/10/2009 - 10h54

Vacinação contra gripe A em Portugal começa no dia 26

Lisboa, 2 out (Lusa) - A campanha de vacinação contra o vírus da gripe A (H1N1) começa no dia 26 de outubro em Portugal e contará, em uma primeira fase, com 49 mil doses que serão aplicadas nos "grupos considerados prioritários", de acordo com a ministra portuguesa da Saúde, Ana Jorge, que advertiu, porém, que não serão todos que receberão a imunização.

Em coletiva de imprensa, Ana Jorge explicou que, nesta primeira fase, será necessário escolher, dentro dos grupos prioritários, os que devem ter um acesso mais rápido.

Por esta razão, serão vacinados os profissionais de saúde, mas apenas os que, "pela especialização e especificidade das suas funções", são considerados "dificilmente substituíveis".

Já entre as grávidas serão vacinadas apenas as que se encontrarem no segundo e terceiro trimestre de gestação e com patologias graves associadas.

Outro grupo que terá prioridade na vacinação é o de profissionais que desempenham "atividades essenciais". A ministra explicou que entre estes se encontram funcionários de empresas que prestam serviços como gás, eletricidade, telecomunicações, segurança, saneamento e comunicação social.

Segundo Ana Jorge, caberá às empresas determinar o número restrito destes profissionais. As autoridades também devem ser vacinadas nesta primeira fase.

A ministra explicou que a vacina chegará aos postos de forma gradual, e disse esperar que um milhão de portugueses sejam imunizados até janeiro.

No momento, afirmou, Portugal não tem intenção de adquirir mais vacinas.

Perguntada sobre a hipótese de a vacinação acontecer depois do pico da pandemia, Ana Jorge esclareceu que isso foi devido ao ritmo de produção da vacina.

Em relação à forma como os portugueses vão ser vacinados, a ministra explicou que a imunização será feita nos locais que fazem parte do circuito normal de vacinação.

As pessoas que fizerem parte destes grupos prioritários - que sejam atendidas nos setores público ou privado - só receberão a vacina mediante apresentação de uma declaração de um médico que, sob o compromisso profissional, confirme a necessidade de vacinação.

Sem este atestado, esclareceu a ministra portuguesa, não será autorizada a administração da vacina.

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