Bruxelas, 3 out (Lusa) - O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, agradeceu neste sábado, em Bruxelas, ao povo irlandês por ter aprovado o Tratado de Lisboa, manifestando-se "extremamente satisfeito" com os resultados do referendo realizado sexta-feira naquele país.
"Obrigado Irlanda. É um grande dia para a Irlanda. É um grande dia para a Europa", declarou José Manuel Durão Barroso em conferência de imprensa.
O presidente da Comissão Europeia afirmou estar "extremamente satisfeito com os resultados obtidos no referendo".
A Irlanda realizou um referendo sexta-feira para ratificar o Tratado de Lisboa e os resultados oficiais parciais da contagem apontam para uma vitória folgada do "sim".
Os votos começaram a ser contados hoje às 9h locais (mesma hora em Lisboa) e os resultados oficiais finais deverão ser conhecidos às 17h (13h no Brasil).
Durão Barroso destacou que agora que os 27 Estados-membros, através de votações democráticas já ratificaram o Tratado de Lisboa, espera que a Polônia e a República Tcheca também terminem os procedimentos oficiais de ratificação.
Além da Irlanda, o tratado tinha ainda de ser promulgado pelos presidentes da República Tcheca, Vaclav Klaus, e da Polônia, Lech Kaczynski.
"Esperamos que todos os procedimentos necessários sejam completados rapidamente" nestes dois países, afirmou Durão Barroso.
O ministro irlandês das Relações Exteriores, Michael Martin, afirmou hoje que os irlandeses disseram um "sim convincente" ao tratado europeu de Lisboa.
Uma pesquisa de boca de urna realizada junto de mil eleitores em 33 localidades do país revela que o "sim" deverá obter mais de 60%.
Em 12 de junho de 2008, 53,4% dos eleitores irlandeses derrubaram o Tratado Reformador das Instituições Europeias, ou Tratado de Lisboa, num primeiro referendo, impedindo a aplicação do texto, que só pode entrar em vigor depois de ratificado por todos os 27 Estados membros UE.
Para assegurar a realização de uma segunda consulta - a Irlanda está constitucionalmente obrigada a referendar qualquer Tratado internacional -, os líderes europeus aceitaram dar garantias a Dublin sobre a manutenção da autonomia política interna em questões "sensíveis" para o eleitorado: neutralidade, fiscalização, direitos laborais, aborto.