Berlim, 3 out (Lusa) - A chanceler alemã Angela Merkel considerou neste sábado "um grande passo para a "Europa" o voto majoritariamente favorável ao Tratado de Lisboa dos irlandeses, num segundo referendo realizado na última sexta-feira.
À margem das festividades da reunificação alemã, em Saarbruecken, a chanceler desejou "muito sorte" aos irlandeses, depois de serem conhecidas projeções que dão uma clara vitória ao "sim".
Merkel foi um dos principais impulsionadores do novo tratado, conseguindo um acordo durante o Conselho Europeu de março de 2007, em Berlim, para comemorar os 50 anos do Tratado de Roma, durante a presidência alemã da União Europeia, no sentido de "colocar as instituições europeias sobre uma nova base".
O projeto de uma Constituição Europeia, que antecedeu a elaboração do Tratado de Lisboa, tinha sido rejeitado em referendos realizados em 2005 na França e na Holanda, deixando a Europa num impasse.
Coube depois à presidência portuguesa da UE, no segundo semestre de 2007, ultimar o tratado, que recebeu o nome de Tratado de Lisboa, por ter sido assinado pelos chefes de Estado e de governo dos 27 Estados-membros em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, em 13 de dezembro de 2007.
Depois do "sim irlandês, os únicos países que ainda não ratificaram o Tratado de Lisboa são agora a Polônia e a República Tcheca.
O tratado deverá substituir a atual base de trabalho da UE, o Tratado de Nice, em vigor desde 2001.