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06/10/2009 - 14h19

Lula pede ação de ricos na redução das emissões de CO2

Estocolmo, 6 out (Lusa) - O presidente Luís Inácio Lula da Silva pediu nesta terça-feira aos países ricos, sobretudo aos Estados Unidos, que se posicionem nos esforços de redução das emissões de CO2 antes da cúpula de Copenhague, mas não especificou os seus próprios objetivos.

"Se pudermos regular o problema americano, se (o presidente americano Barak) Obama puder convencer o Congresso" a aceitar os objetivos ambientais de redução de emissões, "então, nós começaremos a resolver a questão" do aquecimento global, declarou Lula, em Estocolmo.

O presidente exprimiu as suas posições durante uma conferência de imprensa ao deixar o encontro com representantes da União Europeia (UE), na capital sueca, onde se realizou a cúpula UE-Brasil.

A Suécia assegura atualmente a presidência da União Europeia.

"Nós devemos chegar a Copenhague (na conferência mundial sobre mudanças climáticas entre 7 e 18 de dezembro, na capital dinamarquesa) sabendo o que cada país emite de gás com efeito estufa, dos mais pequenos países africanos até aos Estados Unidos", acrescentou Lula.

"Cada país deve assumir suas responsabilidades de acordo com os estragos que causam ao ambiente", citou, lamentando a falta de ambição neste assunto dos Estados Unidos em comparação com a Europa.

O Senado americano iniciou as discussões sobre um projeto de lei democrata que fixa um objetivo de redução de gases de efeito estufa em 20%, até 2020, em relação aos níveis de 2005.

A UE, por sua vez, quer reduzir de 20% a 30%, até 2020, mas em relação aos níveis de 1990, o que induz a esforço superior pois é preciso voltar a um nível de emissões muito mais baixo, já que a poluição aumentou entre 1990 e 2005.

"Cada um deve cumprir as suas obrigações e cada país deve fazer o seu trabalho de casa" para garantir o sucesso em Copenhague, disse o chefe de Estado brasileiro.

Ambiciona-se chegar a um acordo que permita limitar à dois graus o aquecimento planetário, o que supõe que as emissões mundiais de gases de efeito estufa devem deixar de aumentar em 2015 e ser dividido por dois até 2050.

O presidente brasileiro foi muito contido em dar detalhes sobre os objetivos de redução das emissões de gases no Brasil.

Os europeus só têm a promessa do Brasil, feita no fim de 2008, de reduzir o seu ritmo de desflorestamento na Amazônia em 80% até 2020.

O primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, distanciou-se da proposta francesa de instaurar uma taxa carbono na fronteira dos países da UE para produtos que venham de países que não se comprometam com o combate aos problemas climáticos.

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