Beja, 6 out (Lusa) - O presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, Pedro Nunes, criticou o "excesso de alarme e zelo" na resposta à gripe A (H1N1), afirmando que se trata de uma "doença banal e pouco letal".
"A melhor contribuição da Ordem dos Médicos é chamar a atenção dos médicos e, através deles, das pessoas, de que isto é uma doença banalíssima e que não é preciso andarmos todos assustados", explicou.
A gripe A "foi uma oportunidade para criar algumas normas de educação cívica e até para implementar no terreno medidas de contenção para doenças eventualmente mais graves", acrescentou.
Questionado pela Agência Lusa, Pedro Nunes disse concordar com o plano de vacinação contra o vírus H1N1 definido pelo Ministério da Saúde, que "está dentro do que era previsto" porque obedece a "consensos internacionais".
"Não vale a pena lançar demasiado ruído sobre esses consensos. É evidente que há opiniões diversas, mas, de uma forma geral, tecnicamente são fundamentados" e Portugal tem de se "integrar na comunidade internacional".
Em Portugal, a campanha de vacinação contra o vírus H1N1 começa em 26 de outubro e vai contar, numa primeira fase, com 49 mil vacinas, distribuídas por "grupos prioritários".
Entre estes grupos estão os profissionais de saúde considerados "dificilmente substituíveis" e as grávidas "no segundo e terceiro trimestre de gravidez e com patologias graves associadas".
Outro grupo que irá prioritariamente receber a vacina é o dos profissionais que desempenhem "atividades essenciais", como funcionários de empresas que fornecem serviços de gás, eletricidade, comunicações, segurança, saneamento e também os da comunicação social.
Na primeira fase, durante a qual o Ministério da Saúde estima vacinar um milhão de portugueses até janeiro, deverão ainda ser vacinados os titulares de órgãos de soberania.