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08/10/2009 - 15h19

Durão Barroso e Kofi Annan reforçam debate sobre clima

Copenhague, 8 out (Lusa) - O aquecimento global e a necessidade de alcançar uma segurança energética mundial são o ponto de partida de uma conferência internacional que reúne, a partir de sexta-feira, em Copenhague, jornalistas, acadêmicos e personalidades como Durão Barroso e Kofi Annan.

A pouco menos de dois meses da cúpula das Nações Unidas sobre o combate às alterações climáticas em Copenhague, onde entre 7 e 18 de dezembro a comunidade internacional pretende chegar a acordo sobre o sucessor do Protocolo de Kyoto, o encontro pretende lançar novas perspectivas a um diálogo que continua num impasse.

A cúpula subordinada será realizada até domingo, contando com o patrocínio do governo dinamarquês e do Project Syndicate, associação que reúne 410 jornais de 150 países.

Entre os oradores convidados confirmados estão o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan e o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen.

A presença do ex-premiê britânico Tony Blair também foi anunciada pela organização, mas a presença do político ainda não foi confirmada.

Novo acordo

Na cúpula de Copenhague, em dezembro, a comunidade internacional terá de alcançar um acordo global ambicioso para travar as alterações climáticas, apesar das dificuldades agravadas pela crise financeira, e prestar provas do compromisso face às questões ambientais.

O acordo será o sucessor do Protocolo de Kyoto, firmado em 1997 e que expira em 2012. Os Estados Unidos têm sido criticados pela União Europeia pela falta de empenho em assumir compromissos significativos na redução de emissões e assim funcionarem como exemplo para os países em desenvolvimento.

Os europeus já decidiram reduzir em 20% as emissões poluentes até 2020, em relação aos níveis de 1990, posicionando-se líderes mundiais nesse segmento.

As Nações Unidas defendem cortes de emissões entre 20% e 40% e já advertiram que as negociações para carimbar um acordo climático pós-Kyoto estão acontecendo em um ritmo muito lento.

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