Bruxelas, 9 out (Lusa) - A Comissão Europeia (Executivo da União Europeia) enfatizou nesta sexta-feira a necessidade de se continuar trabalhando em escala mundial para conseguir a eliminação universal da pena de morte, e destacou que, apesar dos esforços internacionais, os números de execuções permanecem altos.
Na véspera do Dia Mundial contra a Pena de Morte, a comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, afirmou nesta sexta-feira que, como provam os números, "o trabalho está longe de estar terminado".
O Executivo da UE lembra que, em 2008, pelo menos 2.390 pessoas foram executadas em 25 países, sendo que 93% de todas as penas de morte aplicadas e que foram divulgadas ocorreram em cinco países: China, Irã, Arábia Saudita, Estados Unidos e Paquistão.
Em uma conferência internacional realizada em 9 de outubro de 2007, em Lisboa, durante a Presidência portuguesa da UE, o Conselho da Europa instituiu 10 de outubro como o Dia Europeu contra a Pena de Morte.
A data seria adotada pelo bloco europeu em dezembro do mesmo ano, depois da mudança de governo na Polônia, que, dois meses antes, havia bloqueado a unanimidade dos 27 países-membros da União Europeia.