Lisboa, 9 out (Lusa) - A atribuição do prêmio Nobel da Paz ao presidente norte-americano, Barack Obama, é um incentivo e uma responsabilização do governante com a concretização de sua ambiciosa agenda internacional, afirmou nesta sexta-feira o ministro português das Relações Exteriores, Luís Amado.
"Trata-se do reconhecimento de uma ambiciosa agenda que (Barack Obama) impôs à vida política internacional - no sentido do desarmamento, no sentido também da diminuição das tensões que, em algumas frentes, se vinham manifestando -, mas também de uma responsabilização do presidente (norte-)americano por dar continuidade a essa agenda", disse Amado por telefone à Agência Lusa.
"A Academia tem tido sempre decisões que são, muitas vezes, quase programáticas (?) e, nessa perspectiva, este Nobel é um incentivo à continuação de uma agenda ambiciosa que o presidente (norte-)americano colocou sobre a mesa na negociação das grandes questões internacionais, mas também uma enorme responsabilidade", acrescentou o chanceler português.
O ministro português destacou ainda o caráter "crítico e muito complexo" de questões como Oriente Médio, Irã ou Afeganistão.
"Creio que a atribuição do Nobel é um incentivo e uma responsabilização ainda maior de dar continuidade a uma via que foi aberta pela agenda política internacional dos Estados Unidos", disse.
O prêmio Nobel da Paz foi concedido, nesta sexta-feira, ao presidente dos Estados Unidos "pelos seus extraordinários esforços para reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos", e, especificamente, pelos "esforços de Obama no sentido de um mundo sem armas nucleares", de acordo com o comitê norueguês.
Como presidente, Obama "criou um novo clima na política internacional", informa o comunicado que explica a atribuição do prêmio.