Madri, 12 out (Lusa) - O atacante Cristiano Ronaldo foi proibido pela equipe médica do Real Madrid de viajar a Portugal na quarta-feira para acompanhar o jogo de Portugal contra Malta, tendo que se manter em repouso absoluto para minimizar os efeitos da lesão.
A imprensa espanhola afirmou que essa foi a decisão dos médicos merengues, que consideram essencial que o jogador português se mantenha em casa, iniciando um processo de recuperação da lesão que pode afastá-lo dos gramados por até um mês.
Nesta segunda-feira, o jornal
Marca dedica mesmo o seu editorial ao caso, afirmando que a recaída da lesão de Ronaldo "abre um debate sobre a atuação tanto do médico da seleção portuguesa como do treinador Carlos Queiroz".
"O tempo demonstrou que houve precipitação na decisão dos responsáveis da seleção portuguesa. O médico errou ao dizer que Cristiano podia jogar. Depois de ver os 25 minutos que a estrela portuguesa esteve em campo, ninguém pode certificar medicamente esse fato", escreve o jornal.
O
Marca afirma que os relatórios do Real Madrid enviados à seleção citavam claramente o risco de forçar o jogador.
"Além disso, Queiroz já deu várias demonstrações de que o interesse pelos seus jogadores é secundário quando estes chegam à seleção. Basta recordar o caso de Pepe, a quem, depois de um mês de baixa, Queiroz fez jogar 90 minutos em um amistoso com o Brasil, quando medicamente isso não era o mais recomendável", acrescenta o jornal.
Por isso, aquele jornal considera que tanto o médico da seleção lusa como Queiroz "se aproveitaram da boa fé de Cristiano", comparando as suas decisões com a do técnico da França, Raymond Domenech, que permite a volta de Lass ao time, apesar de ter um jogo difícil na quarta-feira.
Os cenários sobre Ronaldo apontam para um afastamento entre três e quatro semanas, perdendo o jogador pelo menos três jogos do Campeonato Espanhol e o duelo em casa contra o Milan, pela Liga dos Campeões da Europa.
Se a situação se prolongar, pode ainda ficar fora do segundo jogo contra o Milan e do clássico com o Barcelona, no início de novembro.