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12/10/2009 - 13h21

Macau anuncia limites à expansão da indústria de jogo

Macau, 12 out (Lusa) - O Governo de Macau vai definir medidas que regulem a expansão da indústria de jogo, de modo a impulsionar a diversificação econômica do território e estabilizar o mercado de trabalho.

No final de um encontro com as seis concessionárias de jogo em cassino, o secretário para a Economia e Finanças de Macau, Francis Tam, explicou aos jornalistas que o "Governo sente que a dimensão da indústria do jogo deve ter limitações, tendo em conta os recursos humanos de Macau e a grande dependência da economia face àquela indústria".

"A expansão sem limites da indústria de jogo será prejudicial para a população e para a própria indústria, por isso vamos intensificar os trabalhos para a imposição de limites, de modo a conseguirmos uma maior e mais adequada diversificação da economia e um equilíbrio no mercado de trabalho", afirmou Tam, ressaltando ser uma "posição forte do Governo".

Regular e controlar o aumento do número de mesas de jogo em cassino é o objetivo central desta política do Executivo local, ao constatar que a maioria dos 30 mil jovens, que conclui anualmente o ensino secundário em Macau, acaba por ingressar numa atividade profissional ligada ao segmento.

"Nos últimos anos, Macau aumentou a oferta de cerca de 400 mesas de jogo para mais de 4.000. Este crescimento rápido do setor obrigou a uma grande absorção de mão-de-obra e no futuro não vamos permitir um aumento equivalente ao já registrado", frisou Francis Tam.

Medidas

O Governo está já elaborando um regulamento com as regras para a abertura de estabelecimentos com máquinas de jogo, que será limitada aos cassinos e áreas comerciais e proibida nas regiões residenciais, e nos próximos meses apresentará ao Parlamento uma proposta de lei que aponta os 21 anos como idade mínima para a entrada nos cassinos e recrutamento de trabalhadores.

Questionado sobre se as imposições à expansão do setor poderão travar o desenvolvimento de projetos suspensos há vários meses no território, o Secretário explicou que "não cabe ao governo interferir", já que a matéria ultrapassa os termos do contrato com as operadoras - muitas vezes assinados já com as obras em andamento, como aconteceu com o Venetian e o Grand Lisboa.

As seis operadoras de jogo ouviram os propósitos do Governo e deixaram o seu apoio, comprometendo-se a apresentar as suas propostas para a regulamentação do segmento e a dar no futuro prioridade à contratação de trabalhadores locais.

Ambrose So, representante da Câmara de Concessionárias e Subconcessionárias de Jogos de Fortuna e Azar de Macau, salientou que as operadoras"concordam que a dimensão do setor não pode expandir-se para sempre sem qualquer regulamentação", o que, aponta, tem criado algumas "distorções no mercado de trabalho".

Francis Tam adiantou que o jogo em cassino deverá registrar um aumento das receitas brutas superior a 10% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2008 e que Macau deverá fechar o ano com um crescimento a um dígito do Produto Interno Bruto.

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