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13/10/2009 - 10h22

Portugal defende 'integração eficiente' do transporte ibérico

Lisboa, 13 out (Lusa) - O ministro português dos Transportes, Mário Lino, voltou nesta terça-feira a destacar a importância de "integrar de forma eficiente as redes de transporte ibéricas e transatlânticas" com o objetivo de reforçar a "competitividade nacional".

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, falava na abertura do 12º Congresso de Logística, promovida pela Associação Portuguesa de Logística, e que acontece estre estas terça e quarta-feira no Centro de Congressos de Lisboa.

Num momento em que se discute a viabilidade econômica e financeira de Portugal apostar em grandes projetos e obras públicas como o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa, Mário Lino defendeu a importância de melhores transportes e de "eficiente" integração nas "redes de transporte ibéricas e transatlânticas, dando-lhes coerência e condições de interoperabilidade, reforçando a competitividade nacional e o papel de Portugal como plataforma logística no espaço europeu e mundial".

No campo da atividade logística em Portugal, o ministro dos Transportes, que se prepara para cessar funções assim que tomar posse o novo executivo, destacou o trabalho desenvolvido pelo governo no sentido de criar condições para aumentar o volume de carga movimentada, e defendeu que neste setor a iniciativa e o investimento devem caber aos privados.

"O papel do Estado na concretização da rede nacional de plataformas logísticas é essencialmente de regulador e facilitador, competindo, no fundamental, à iniciativa privada essa concretização no terreno", disse Mário Lino.

O governante citou ainda estudos econômico-financeiros para lembrar que com a nova rede nacional de plataformas logísticas será possível cobrir mais de 98% da economia e população portuguesa, captar novos tráfegos de mercadorias e aumentar a carga transportada no país em 3%, num total de 9,5 toneladas.

Os estudos citados estimam ainda que seja possível aumentar a produtividade dos operadores logísticos em 15%, conjugada com uma redução de custos prevista de cerca de 10%, e que a rede de plataformas logísticas permitam a criação de mais de cinco mil postos de trabalho diretos e indiretos.

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