São Paulo, 13 out (Lusa) - A representação portuguesa apresentará projetos para a construção de escolas em países africanos, na Bienal de Arquitetura de São Paulo, anunciaram nesta terça-feira os organizadores.
Os projetos para os países africanos de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) serão apresentados na oitava edição do evento, que acontecerá entre 31 de outubro e 6 de dezembro.
A ambição da representação deste ano destaca-se relativamente às anteriores na medida em que se pretende que as escolas primárias sejam construídas, disse o comissário da representação portuguesa, Manuel Graça Dias.
Além disso, o arquiteto destacou que a proposta de Portugal, com o título "Cinco Áfricas - Cinco Escolas", foi inspirada na Declaração dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Uma das metas dessa declaração, adotada em 2000, pela ONU, tem como objetivo garantir a conclusão do ensino primário por todas as crianças, até 2015.
A elaboração dos projetos envolveu cinco equipes às quais foram encomendadas propostas para escolas "de grande qualidade arquitetônica e de baixo custo, fortemente sustentáveis".
"Projetos que serão posteriormente oferecidos pelo estado português às nações africanas presentes na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", afirmou Dias.
As cinco equipes de arquitectos portugueses deslocaram-se aos países africanos, onde permaneceram durante uma semana.
Nesse período, visitaram um lugar onde estivesse prevista a construção de uma escola, mantiveram contatos com as autoridades locais e conheceram edifícios escolares em funcionamento.
Para cada lugar, para cada problema, os arquitetos desenharem uma resposta única, que lhes parece melhor, mais justa, mais adequada e mais bonita, disse o responsável.
"Propositadamente, o olhar foi voltado para África e para os países de língua oficial portuguesa que nos são afetiva e historicamente mais próximos", disse o comissário.
Além disso, ele afirmou que "o tema da educação e das construções a ela dedicada, não pôde deixar de nos surgir como o mais premente e o que maior sentido faria estimular e promover".
A partir dos projetos, estão sendo executadas cinco maquetes que integram uma "coleção", objeto principal da mostra da representação portuguesa na Bienal de Arquitetura.
Será igualmente editado um catálogo de "ilustração do método de trabalho" e de exposição dos resultados do conjunto da ação.
Uma segunda edição do catálogo deverá ser divulgada, englobando os resultados finais das operações de construção dos diversos projetos.