Pequim, 15 out (Lusa) - Mais seis pessoas foram condenadas à morte nesta quinta-feira pelo seu papel nos tumultos étnicos de julho em Urumqi, capital de Xinjiang, que causaram quase 200 mortos, anunciou a agencia noticiosa oficial chinesa
Xinhua.
As sentenças, que terão de ser validadas pelo Supremo Tribunal Popular da China, elevam para 12 o número de condenações relacionadas com os conflitos.
Em três casos, a condenação à pena de morte ficará suspensa por dois anos, o que costuma ser depois convertido em prisão perpétua.
Num primeiro julgamento, concluído na última segunda-feira, seis outros acusados foram também condenados à morte.
No julgamento de hoje, que envolveu 14 acusados, o tribunal de primeira instância de Urumqi pronunciou ainda três condenações à prisão perpétua e os restaurantes cinco acusados foram condenados a penas entre os cinco e 18 anos de prisão.
Pelas identidades dos réus, apenas dois são han, a maior etnia da China. Os restantes, entre os quais cinco dos condenados à morte, são uigures, a principal etnia de Xinjiang, de cultura turcófona e religião muçulmana.
Território com 21 milhões de habitantes, rico em petróleo e gás natural, Xinjiang faz fronteira com o Afeganistão, Paquistão e várias ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central.
Os conflitos do início de julho, atribuídos pelo governo chinês a uma organização separatista uigure sediada nos Estados Unidos, causaram 197 mortos, mais de dois terços dos quais han, e cerca de 1,7 mil feridos.