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15/10/2009 - 14h10

Pesquisadores querem instituto para guardar memória europeia

Angra do Heroísmo, 15 out (Lusa) - Pesquisadores europeus estão desenvolvendo esforços para que a União Europeia aprove a criação de um Instituto do Patrimônio Imaterial, tendo como base uma proposta da pesquisadora açoriana Antonieta Costa, que visaria preservar as fontes da civilização europeia.

"O fato da Unesco, que é a entidade vocacionada para a proteção do patrimônio, dar pouca atenção e ter recusado mesmo muitas das propostas apresentadas pela Europa é preocupante, porque está em causa a história civilizacional europeia", afirmou Antonieta Costa, em declarações à Agência Lusa.

A cientista social frisou que procura compreender a atitude da Unesco "num quadro de equilíbrio mundial entre os bens classificados", já que "a Europa é o local do mundo onde há maior concentração de bens classificados".

Apesar disso, segundo ela, "o esquecimento da Unesco sobre os bens imateriais europeus é grave porque contribui para a sua degradação".

Nessa perspectiva, Costa adiantou que o assunto "já foi ventilado junto de deputados, de diversos países, no Parlamento Europeu", acrescentando que avançou com a ideia de criar este organismo "durante uma conversa, na ilha do Pico, com pesquisadores belgas e alemães", durante a realização do Congresso sobre Patrimônio Imaterial.

A instituição, segundo ela, terá como tarefa "a recolha e arquivo do espólio imaterial já inventariado, apoiar as ações de investigação em curso e propor outras onde se torne necessário intervir, sobretudo o que está esquecido".

Para Portugal, um instituto com estas características tem vantagens porque existe no país "uma forte ligação às tradições do patrimônio imaterial que pode servir de base para a criação desse organismo".

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