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16/10/2009 - 12h10

Países do Mediterrâneo querem mais cooperação militar

Lisboa, 16 out (Lusa) - Os chefes de Estado-maior de Defesa da "Iniciativa 5+5" (cinco países do norte do Mediterrâneo - Portugal, Espanha, França, Itália e Malta - e cinco do sul - Argélia, Líbia, Mauritânia, Marrocos e Tunísia) decidiram nesta sexta-feira, em Lisboa, ampliar a cooperação no planejamento de atividades para evitar duplicação ou vazio de ações, afirmou o general Valença Pinto.

"Há muitas atividades, mas isso não significa (que seja) algo de muito racional", afirmou o chefe do Estado-maior general das forças armadas (CEMGFA) português.

"Precisamente porque se atingiu um nível de atividades muito vasto é que é preciso trazer alguma racionalidade e maior integração, para evitar duplicação, vazios, e para dar mais coerência ao sistema", afirmou.

A reunião foi realizada após três dias de treinos militares da "Iniciativa 5+5", em Oeiras e no sul de Espanha.

Os militares discutiram "o papel que, com utilidade, e em apoio do nível político, do nível dos ministros da Defesa (...) a Iniciativa pode dar através de uma atividade mais regular ao seu nível", disse.

A cooperação entre os países da ação conjunta deverá também "permitir que o ciclo de planejamento dessas atividades esteja, do ponto de vista militar, mais suportado do que até aqui tem estado", acrescentou. "Não é nenhuma crítica ao que se tem passado até aqui", garantiu.

"Mas o que veio de baixo até aqui foi tão florescente que claramente agora é preciso introduzir um nível mais elevado de integração, de coordenação, e de melhor e mais coerente perspectiva militar para apoio da questão política", afirmou.

A "Iniciativa 5+5" realiza muitas atividades, mas os tipos mais clássicos são exercícios, troca de estudantes e troca de informação, no sentido geral.

"Isso continuará. O que não é preciso é que estejamos todos a fazer o mesmo tipo de exercício", frisou.

"No caso português interessa-me menos haver mais atividades dos 5+5 e interessa-me mais que Portugal possa participar mais e melhor nessas atividades", afirmou Pinto.

"Existe um projeto de um colégio de Defesa dos 5+5 que funciona de modo muito informal, mas muito interessante", rotativamente entre os países, afirmou.

Estas reuniões vão continuar, havendo a proposta unânime para passarem a ser anuais.

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