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20/10/2009 - 10h49

Livro de ex-líder chinês não escapa à pirataria em Pequim

Pequim, 20 out (lusa) - A pirataria na China, quando nasce, é para todos, incluindo para os livros dos antigos líderes do país.

Cerca de 3 mil cópias piratas do livro com entrevistas do ex-primeiro-ministro Zhu Rongji, lançado no início de setembro, foram apreendidas numa tipografia de Daxing, sul de Pequim, anunciou nesta terça-feira a imprensa local.

Na operação, a policia deteve também dois homens acusados de terem impresso e vendido ilegalmente mais de 7 mil exemplares da mesma obra.

Zhu Rongji, 81 anos, dirigiu o governo chinês entre 1998 e 2003, um período marcado pela aceleração das reformas econômicas e a adesão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ao contrário de quase todos os outros líderes chineses, Zhu Rongji falava de improviso e, nas conferências de imprensa, respondia com humor às perguntas dos jornalistas.

Parte dessas respostas e outras entrevistas foram agora editadas em livro, interrompendo a discrição observada por Rongji desde que se reformou, há seis anos e meio.

Logo no dia do lançamento, o livro vendeu 250 mil exemplares, o que foi considerado um sinal da persistente popularidade do líder.

A China assinou em 1992 a convenção universal sobre a proteção dos direitos de autor, mas a proliferação de edições piratas não acabou e constitui mesmo um tema de constante fricção com os seus maiores parceiros comerciais, a União Europeia e os Estados Unidos.

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