Lisboa, 21 out (Lusa) - Dez mil grávidas com patologias, 15 mil profissionais de saúde considerados imprescindíveis e 30 mil profissionais de outros setores essenciais para o funcionamento da sociedade começam a ser vacinados contra a gripe A na próxima segunda-feira, informou a ministra lusa da Saúde, Ana Jorge.
A primeira fase de vacinação contra a gripe A começa com 54 mil doses disponíveis, as quais serão administradas a um número restrito de pessoas dentro do grupo A de vacinação contra a gripe, o primeiro de três identificados pelas autoridades.
As vacinas, explicou a ministra, vão chegar a Portugal quinzenalmente, e estas primeiras 54 mil doses serão distribuídas pelas cinco regiões de saúde. A expectativa é que todas estas vacinas já estejam todas ministradas quando chegar um novo lote.
Conforme chegarem novos lotes de vacina, todos os centros de saúde estarão preparados para esta vacinação.
A subdiretora-geral de Saúde, Graça Freitas, explicou que os serviços estão preparados para esta operação, até porque "sabe-se que em horário normal e sem esforço há capacidade de ministrar 5 milhões de doses de vacinas por ano".
GruposO Ministério da Saúde e a Direção-Geral da Saúde definiram que estes grupos-alvos de vacinação correspondem a 30% da população.
Segundo a ministra, as estimativas apontam para vacinação de 360 mil pessoas no grupo A, um milhão no B e os restantes no C, até perfazer três milhões. A vacinação de todo o grupo A há deve demorar mais de um mês.
Portugal adquiriu seis milhões de doses de vacina contra a gripe A (H1N1) para a vacinação de três milhões de pessoas.
Até o final de 2009, está prevista a chegada de um milhão de doses, sendo as vacinas distribuídas pelas cinco Administrações Regionais de Saúde e pelas regiões autônomas, que fazem isso depois chegar aos locais de vacinação.
Cada pessoa deverá levar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada com um intervalo mínimo de três semanas.
Nesta primeira fase de vacinação são considerados prioritários os profissionais de saúde, grávidas nos segundo e terceiro trimestres de gestação com patologia associada e titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenhem funções consideradas essenciais para o funcionamento do país.
Em relação aos órgãos de soberania, Ana Jorge não especificou quem é considerado imprescindível, mas sobre os profissionais de saúde a ministra disse que podem ser, por exemplo, os profissionais dos cuidados intensivos, os que desenvolvem uma técnica única e os que garantem o funcionamento da Linha Saúde 24 Horas.