Johannesburgo, 23 out (Lusa) - Pelo menos 1135 casos de sarampo foram diagnosticados na África do Sul nas últimas semanas, estando confirmadas cinco mortes, afirmaram nesta sexta-feira as autoridades do país africano.
A última vítima da epidemia foi uma mulher de 35 anos que trabalhava num consultório médico em Potchefstroom, a noroeste de Johannesburgo, disse um porta-voz do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD).
"Existe com efeito um surto de sarampo no país e as autoridades de saúde já nos enviaram informação sobre a evolução da situação, sendo que a campanha de vacinação em curso é apenas uma das armas a ser utilizadas para conter o surto", disse à agência Lusa o cirurgião pediátrico de Johannesburgo, João Branco da Fonseca.
Para ele, que exerce há muitos anos no Hospital Chris Hanni Baragwanath, no Soweto, "a realidade demonstra que a vacinação das crianças, apesar de fazer parte dos programas de cuidados primários de saúde, não tem abrangido, por razões várias, toda a população", o que provoca a atual situação de emergência.
Segundo o NICD, que tem tentado fornecer informação de diversas formas à população sobre os sintomas e medidas de prevenção, a maioria dos casos de sarampo foi registrado na província de Gauteng (onde se situam Joanesburgo e Pretória).
O grupo etário dos 15 aos 19 anos é o mais afetado em Pretória e o dos 6 aos 11 meses em Ekhuruleni, uma região metropolitana a leste de Joanesburgo.
"A epidemia não tem dado sinais de abrandamento, tendo-se registrado 150 novos casos da doença na última semana apenas", salientou o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis.