Lisboa, 23 out (Lusa) - A entrada no horário de inverno em Portugal, que começa neste domingo, não afetará a maioria das empresas contatadas pela Agência Lusa.
Os relógios em Portugal devem ser atrasados em uma hora na madrugada do próximo domingo, dando início ao horário de inverno, que se prolongará até março de 2010.
Fernanda Tomás, representante da Ericsson em Portugal, admitiu à Agência Lusa que o fato de Portugal "estar em um fuso horário distinto da grande maioria dos países europeus é um fator de desalinhamento que tem impacto na agenda empresarial".
Este desalinhamento "só não limita a concretização de negócios porque temos uma extraordinária capacidade de adaptação e flexibilidade", afirmou a empresa.
"Num mercado de trabalho cada vez mais ibérico, este desalinhamento tem também impacto a nível pessoal, obrigando a longas jornadas para poder abarcar o horário de ambos os países que compõem a península", concluiu.
A Cisco afirmou à Lusa que "o fuso horário não irá provocar quaisquer alterações no funcionamento da companhia".
"O fato de sermos uma empresa global, onde a mobilidade impera, faz com que os problemas de fuso horário não existam", explicou um representante da empresa.
"Está estipulado por lei que, duas vezes por ano, devem ser efetuadas alterações no fuso horário, em Portugal e em todos os países em que a Cisco opera - muitos dos quais com mais de duas horas de diferença - logo é uma situação homogênea, o que não provocará quaisquer modificações", concluiu.
A Repsol afirmou à Lusa que a mudança de horário não tem "implicações relevantes" na sua atividade e a Portugal Telecom afirma estar preparada para os mais variados fusos horários.
"A Portugal Telecom está disponível para os seus clientes 24 horas por dia e com negócios em 13 países, com os mais variados fusos horários", informou fonte da operadora à Lusa.
"Toda a sua estrutura organizacional está preparada e organizada por forma a agilizar todos os seus negócios, independentemente da sua geografia", acrescentou.